Zé Roberto prepara os cortes para a Olimpíada de Londres

Desempenho das atletas será analisado pelo treinador hoje diante da Alemanha, no Grand Prix, em São Bernardo

PAULO FAVERO, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2012 | 03h04

Para as jogadoras da seleção brasileira de vôlei, que hoje enfrentam a Alemanha, às 20h20, a disputa do Grand Prix em São Bernardo do Campo é mais uma chance de mostrar serviço para José Roberto Guimarães, que só poderá levar 12 atletas para os Jogos Olímpicos de Londres e se diz angustiado com essa situação. "A hora de fazer a escolha será o momento mais difícil para a comissão técnica, pois sabemos que iremos cercear o sonho de algumas jogadoras", comenta o treinador. "Vamos levar em conta o momento de cada uma, a dedicação, a história e decidir. Todas são boas pessoas e essa situação me atormenta."

Ele vem trabalhando com um grupo de pelo menos 16 jogadoras e sabe que não precisa decidir nada por enquanto. "Essa disputa interna é boa para elas, que precisam mostrar superação e não podem baixar a guarda. Pode ver que nenhuma seleção definiu sua lista olímpica até agora. No final, os pequenos detalhes vão pesar", explica. O lado bom disso tudo é que o treinador tem à disposição um grupo forte e talentoso. "No fundo, essa disputa por posição é ótima para o nível da nossa equipe. É isso que a gente busca."

A boa atuação na Polônia da levantadora Fernandinha, que aos 32 anos atuou pela primeira vez na seleção, ajudou a colocar mais emoção na disputa por uma vaga no time. Ela teve a chance de mostrar serviço na primeira rodada do Grand Prix e ganhou espaço. "Foi muito importante para adquirir confiança", diz a atleta.

"Acho que foi até melhor do que eu imaginava e voltei a ter esperanças de disputar os Jogos de Londres", continua a garota, que disputa a vaga com Dani Lins - a titular Fabíola está na frente na disputa.

Outras posições estão em aberto também, como na função de oposto para a reserva de Sheilla, na qual Mari e Tandara têm chances. A primeira está sendo testada na posição e a segunda, que foi melhor que Mari na primeira rodada do Grand Prix, não vai jogar em São Bernardo por opção de Zé Roberto. "Mas isso não significa que ela esteja fora", avisa o comandante. Como líbero, Fabi vai a Londres e Camila Brait espera que o treinador leve duas atletas para a função.

As meninas sabem que, contra a Alemanha, os olhos do técnico estarão atentos para ver o desempenho de cada um. E Zé Roberto acha que o teste será muito bom. "Vamos enfrentar uma seleção que talvez tenha o melhor saque do mundo no feminino. Isso vai exigir da gente um ajuste melhor do passe e um ataque mais efetivo", afirma.

Além do bom teste para a seleção, que amanhã enfrenta a Itália e no domingo encara os Estados Unidos, a disputa do Grand Prix em São Bernardo será também a possibilidade de receber o carinho da torcida brasileira no último grande evento no País antes da disputa dos Jogos de Londres. Para Jaqueline, o apoio do público será muito importante. "Estou contente por jogar essa etapa no Brasil e quero ajudar. É sempre bom atuar aqui e muito importante até para a confiança da equipe. Vamos sentir o calor da torcida, dos amigos e ter os familiares por perto."

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