Zé Roberto procura uma nova Venturini

Encontrar uma "nova Fernanda Venturini" para o posto de levantadora da seleção brasileira feminina de vôlei é o principal desafio do técnico José Roberto Guimarães, que iniciou na segunda-feira, no Centro de Treinamentos de Saquarema, os preparativos para o novo ciclo olímpico. O treinador enfatizou que várias atletas estão na disputa, principalmente, por terem o mesmo nível técnico e precisarem melhorar, o que dificulta ainda mais a escolha. Com a aposentadoria de Fernanda da seleção, o posto naturalmente seria herdado por Fofão, do Peruggia, que também optou por deixar o time, mas ainda participará de algumas partidas durante a transição. Sem as duas, Carol, de 27 anos, e Danielle Lins, 20 anos, ambas do Finasa/Osasco, e Marcelle, 28 anos, da Oi Campos, saíram na frente, por já figurarem neste primeiro grupo de 16 convocadas, que participará dos Torneios de Courmayeur, na Itália, entre os dias 31 de maio e 5 de junho, de Mountreux, na Suíça, entre 7 e 12 de junho, além do Grand Prix da Ásia, no segundo semestre. Outras atletas também querem o cargo e estão sendo observadas pelo técnico da seleção, como Fabíola, 22 anos, São Caetano/Detur, Fernandinha, 25 anos, Pinheiros/Blue Life, e a juvenil Ana Tiemi, 17 anos, do MRV/Minas Tênis. A surpresa pode ser Érika, do Finasa/Osasco, que aos 25 anos trocou a posição de atacante para tentar a sorte como levantadora. "Achar uma boa levantadora é um problema mundial. E essa é a nossa prioridade e o nosso calcanhar-de-Aquiles", afirmou Guimarães, que convidou Érika para treinar com a equipe. "A convocaria se fosse como atacante e ela não quis. Se tiver vontade de aprender, vai. Está vivendo uma nova vida e até rejuvenesceu, já que como levantadora poderá atuar até os 35 anos." A responsabilidade por ser a substituta de Fernanda, considerada a maior levantadora brasileira de todos os tempos, é recebida com naturalidade pelas concorrentes. Dentre as três do elenco atual, Carol está há mais tempo na seleção e voltou neste ano, já que havia se afastado das quadras na temporada 2003/04, quando engravidou. Em 2004/05 foi campeã da Superliga pelo Finasa/Osasco. Eleita em 2002 como a melhor levantadora do Mundial da Alemanha, Marcelle era a titular da equipe, durante o comando do técnico Marco Aurélio Motta, mas desde que Guimarães assumiu, no final de 2003, deixou de aparecer nas listas de convocação. Já Danielle Lins é apontada pelo treinador como uma das principais revelações do vôlei, mas o problema que viveu em 2004 de arritmia cardíaca - já superado - atrapalhou sua evolução. "Para o Zé a levantadora ideal tem que ser igual a Fernanda e agora vai ser difícil achar outra Fernanda. Mas, com o treinamento poderemos dar conta do recado", disse Danielle Lins. "Ele quer que a levantadora coloque a bola na medida para a atacante bater confortavelmente, sem se esforçar. Ai meu Deus!"

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