Paolo Aguilar/EFE
Paolo Aguilar/EFE

Zebras, Venezuela e Peru disputam o 'título' da Copa América

Seleções se enfrentam, às 16 horas, para decidir quem ficará com o terceiro lugar no torneio

Paulo Galdieri - Enviado especial, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2011 | 00h00

BUENOS AIRES - Venezuela e Peru não chegaram à final, mas foram bem mais longe na Copa América do que os prognósticos apontavam. E neste sábado a dupla de zebras semifinalistas disputará a sua própria "final". As seleções se enfrentam, às 16 horas, no Estádio Unico Ciudad de La Plata para decidir quem ficará com o terceiro lugar no torneio.

Para a seleção peruana, o terceiro lugar não representará a sua melhor posição - já foi campeã duas vezes, em 1939 e 1975 - mas é encarado pelos jogadores como um ressurgimento do time, que ganha motivação para disputar as Eliminatórias e tentar uma vaga na Copa de 2014.

"Sempre pensamos em fazer uma boa Copa América. E vamos encarar essa disputa como se fosse mesmo uma final. Estávamos abatidos com a derrota para o Uruguai na semifinal, mas já nos recuperamos", falou o meia peruano Carlos Lobatón.

A Venezuela entra no jogo deste sábado com a sensação de estar no lucro. Mesmo se for derrotada, a seleção Vinotinto já terá feito sua melhor campanha na competição continental.

"Estamos muito felizes com o que fizemos na Copa América até aqui, mas acredito que ainda podemos fazer mais", disse o atacante Rondón.

O Peru não terá para a decisão do terceiro lugar um de seus principais jogadores, o meia e capitão Vargas, que foi expulso na semifinal depois de dar uma cotovelada no zagueiro Coates, do Uruguai. "Foi uma estupidez. Fiquei nervoso, agora estou arrependido", disse Vargas, que joga na Fiorentina, da Itália.

Já a equipe venezuelana contará com força máxima. Havia o temor de que o time sofresse algumas baixas, caso a Confederação Sul-Americana tivesse decidido por aplicar punição a quem se envolveu na briga com os paraguaios, depois do jogo da semifinal, em Mendoza.

Até o técnico Cesar Farías, que chegou a ser colocado para fora do campo, foi absolvido pela Conmebol e poderá ficar hoje no banco de reservas.

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