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Rússia já perdeu mais de 25% de sua delegação para a Olimpíada

No total, mais de cem atletas já estão fora do Rio-2016

Jamil Chade - Correspondente em Genebra, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2016 | 07h21

A delegação russa já perdeu mais de 25% de sua equipe para o Rio de Janeiro por conta do doping. Até agora, 105 dos 387 atletas russos previstos para viajar ao Brasil já foram excluídos dos Jogos e a lista pode crescer nos próximos dias. Entre os suspensos, diversos campeões mundiais e olímpicos, promessas de medalhas aos russos no Brasil. A meta do Kremlin de ficar entre os três primeiros países em termos de medalhas já não será mais possível. 

Nesta terça-feira, a Federação Internacional de Canoagem anunciou que cinco atletas russos não poderão competir no Brasil, depois de avaliar o histórico dos esportistas diante do escândalo de doping. Um deles é Alexander Dyachenko, medalha de ouro nos Jogos de Londres, em 2012. Outro excluído foi Alexey Korovashkov, que ganhou bronze há quatro anos. 

Mas ao contrário do que fez a Federação Internacional de Atletismo, os representantes da canoagem optaram por não banir toda a equipe russa. "Esse é um golpe amargo para o movimento olímpico e estamos tristes por ver que nosso esporte está implicado", disse o secretário-geral da Federação de Canoagem, Simon Toulson. 

A União Internacional de Pentátlo Moderno suspendeu mais dois: o ex-campeão mundial Ilia Frolov e Maksim Kustov. A Vela também suspendeu um russo. 

A Federação de Remo, depois de excluir três russos na segunda-feira, excluiu outros 17 nesta terça-feira, além de dois membros da equipe, alegando que eles não passam nas novas condições estabelecidas pelo COI. De uma equipe inicial de 28 pessoas, apenas seis irão ao Brasil. 

As decisões foram tomadas depois que um informe da Agência Mundial Antidoping indicou que Moscou promovia um "doping de estado". O COI, porém, optou por não excluir a delegação russa, lavou as mãos e pediu para que cada federação esportiva avaliasse os atletas russos em suas modalidades.

Na segunda-feira, sete nadadores de Moscou também já haviam sido banidos. Na semana passada, 68 russos que competiriam no atletismo foram barrados. 

Enquanto federações começam a avaliar os atletas russos, a maratona legal também tem inícío. A nadadora Yulia Efimova recorre da decisão que a suspendeu e levara o caso ao Tribunal Arbitral dos Esportes. 

Ela foi bronze em Londres e quatro vezes campeã do mundo. No Rio, era uma das promessas de medalha. Mas, em maio de 2014, foi pega no teste de doping. Pelas regras estabelecidas pelo COI, nenhum russo com um passado de doping poderia voltar a competir. Para os atletas, a lei é injusta, já que as penas já foram cumpridas. 

No total, a Rússia planejava levar ao Brasil 387 atletas. Mas mais de um quarto já foram excluídos na canoagem, natação, pentátlo moderno, atletismo, vela e remo.  

Nas outras disciplinas, cinco cavaleiros russos irão aos Jogos, assim como sete tenistas e onze judocas. No arco e flecha são mais três confirmados, além da equipe do volei. Os 18 russos do tiro também foram confirmados. 

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