A 120 dias da Olimpíada, metade da seleção de rúgbi é formada por 'gringos'

Em agosto de 2013, a Confederação Brasileira de Rúgbi (CBRu) lançou uma campanha internacional em busca de jogadores estrangeiros com dupla nacionalidade, buscando reforçar a seleção brasileira. Às vésperas dos Jogos Olímpicos do Rio, o processo mostra seus resultados. Nesta sexta-feira o Brasil inicia a busca por uma vaga na elite de rúgbi sevens com uma equipe reforçada por seis "brasileiros de plástico".

Estadão Conteúdo

07 de abril de 2016 | 17h02

O termo surgiu na imprensa britânica durante a preparação para os Jogos de Londres, quando a Grã-Bretanha fez valer seu perfil global para mudar a naturalidade esportiva de dezenas de atletas. Eram os "britânicos de plástico". Agora o Brasil faz o mesmo.

Na convocação do rúgbi estão os gêmeos franceses Daniel e Felipe Henry Sancery (nasceram em Campinas e se mudaram aos cinco anos para a França), britânico Juliano Fiori, o também francês Laurent Couhet, o australiano David Harvey e o argentino Stefano Giantorno (nasceu no Rio e se mudou aos 9 meses). Todos têm pai e/ou mãe brasileiros, mas defendiam outra nacionalidade esportiva.

Como um elenco de rúgbi sevens é formado por 12 atletas, metade da seleção é composta pelos "brasileiros de plástico". De sexta a domingo, eles disputam a segunda divisão do Hong Kong Sevens, que é disputado anualmente e é considerado o Mundial da modalidade.

A segunda divisão tem 12 equipes, incluindo o Brasil, brigando por uma única vaga entre os 16 times que jogam a World Series (Liga Mundial). Na atual temporada, a seleção foi convidada para jogar a etapa do Canadá, em substituição ao ausente Japão, e ficou no último lugar. Na temporada passada, jogou três etapas e ficou em último em todas.

Apesar da situação desconfortável da seleção brasileira, ela tem lugar assegurado nos Jogos Olímpicos do Rio, por ser país sede. Será a estreia da modalidade no programa olímpico.

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