Gabriela Sabau/IJF
Gabriela Sabau/IJF

A dois anos dos Jogos, Brasil tem 29 atletas entre os melhores do mundo

Brasileiros ocupam o topo do ranking no judô feminino, canoagem, skate e surfe

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

28 Julho 2018 | 07h00

Embora o futebol brasileiro não tenha nenhum técnico ou jogador entre os melhores do mundo, o cenário é bastante diferente em outras modalidades. De acordo com levantamento do Comitê Olímpico Brasileiro, o País tem 29 atletas entre os dez primeiros do ranking de suas respectivas modalidades. Além disso, 24 atletas estão entre os três melhores. Faltando dois anos para os Jogos de Tóquio, o ranking aponta boas possibilidades. Na Rio-2016, o País conquistou 19 medalhas. 

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As judocas Mayra Aguiar e Maria Portela, o canoísta Isaquias Queiroz, além do skatista Pedro Barros e o surfista Filipe Toledo, cujas modalidades vão estrear em Tóquio-2020, estão na ponta do ranking. No atletismo, Almir Junior tem a terceira melhor marca internacional (17,53m) no salto triplo. 

O judô vive bom momento. Nos pesos-pesados, David Moura é o número 2 enquanto Rafael Silva é o número 3 do ranking. O líder é o francês Teddy Riner, que parece imbatível depois de dois ouros olímpicos e dez títulos mundiais. “O principal objetivo é estar entre os oito melhores para ser cabeça de chave”, diz David Moura. “O ranking mostra aqueles com melhor desempenho, mas os grandes torneios também são importantes”, opina Rafael. 

Para Arthur Zanetti, campeão olímpico em Londres e dono de três ouros nos Jogos Sul-americanos, disputado em maio, na Bolívia, o ranking na ginástica artística não é o melhor parâmetro para definir os favoritos da Olimpíada. “A melhor base será o resultado do Mundial de 2019”, diz o especialista nas argolas. 

Nos Jogos de Tóquio, Zanetti persegue um feito histórico: ele busca a terceira medalha olímpica em Tóquio, nas argolas, feito que nenhum ginasta no mundo ainda conseguiu. O principal desafio de Zanetti na temporada é o Mundial de Doha, no Catar, de 25 de outubro a 3 de novembro. “No caso da ginástica, podemos dizer que falta apenas um ano, pois os participantes serão definidos no ano que vem”. 

No atletismo, o ranking conta muito. Aos 25 anos, Almir Junior surge com uma das grandes promessas depois da prata no Campeonato Mundial Indoor de Birmingham. “Os resultados vieram antes do esperado. Isso me deixa feliz, mas sei que posso melhorar”, diz. 

 

 

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