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Doping sistemático cria dúvida sobre conquistas russas no atletismo

Técnico da brasileira Fabiana Murer comenta suspensão do atletismo da Rússia

O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2016 | 05h00

Não há dúvida de que a ausência da Rússia é um fato que todos lamentam no atletismo. Desde os tempos da União Soviética, os russos sempre foram uma potência olímpica, a segunda mais importante do mundo. Em Londres, foram 17 medalhas, incluindo oito de ouro. Nos Jogos anteriores, o desempenho foi semelhante, com 18 em Pequim e 19 em Atlanta. O problema é que o relatório da Wada mostrou uma prática sistemática de doping e isso cria uma dúvida muito grande sobre todas as conquistas.

Na opinião de Elson Miranda, técnico de atletas como Fabiana Murer, fica um ponto de interrogação. "No fundo, a gente não sabia contra quem estava competindo".

CONFIRA ANÁLISE DE ELSON:

A ausência da Rússia vai trazer a emergência de outros países e de atletas. Países e atletas que poderiam ter tido resultados diferentes nas provas anteriores se o escândalo de doping fosse revelado antes. Eu fico imaginando se os russos fossem liberados e surgisse um novo caso de doping: ele seria revelado?

Em geral, atletas e treinadores pensam principalmente em seus próprios desempenhos e só depois vão se preocupar com os adversários. O nível de concentração e o foco têm de ser totais para conquistar uma medalha e, por isso, o atleta pensa sempre nele. O que me importa é deixar os atletas em alto nível. Se esse nível vai ser suficiente para a conquista da medalha, vai depender do dia, das condições da prova e do momento particular do atleta. Nós já disputamos várias competições com os russos, já ganhamos e já perdemos. Mas sempre respeitamos a ética do esporte e os próprios competidores.

*Elson Miranda é técnico de Fabiana Murer no salto com vara do Clube de Atletismo BM&F Bovespa

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