Fabio Motta/Estadão
Vila Olímpica começa a receber atletas neste domingo Fabio Motta/Estadão

Aberta, Vila Olímpica do Rio começa a receber atletas

Brasileiros, americanos e franceses já chegam neste domingo

Marcio Dolzan, O Estado de S. Paulo

24 de julho de 2016 | 07h00

De alguma forma, pode-se dizer que os Jogos Olímpicos do Rio-2016 começam hoje. Às 8h, os portões da Vila Olímpica abrem oficialmente para receber os primeiros atletas e membros de delegações que irão competir na Olimpíada. No pico da ocupação, ao fim da primeira semana de Jogos, mais de 17 mil deverão estar espalhados pelos 31 edifícios que compõem o complexo. Além de um lugar para descanso, todo esse contingente terá, segundo o Comitê Organizador, “um pouquinho do Rio de Janeiro”.

Hoje, além do Brasil, parte das delegações de pelo menos mais 13 países, como EUA e França, chegarão à Vila. A expectativa, no entanto, é de que a maioria dos atletas desembarque na cidade olímpica apenas na próxima semana, às vésperas da cerimônia de abertura.

O Comitê Rio-2016 não soube informar quantos atletas chegarão neste domingo. Como é comum, as delegações entram e saem da Vila Olímpica aos poucos, e tudo o que elas precisam fazer é informar no momento do check-in quantas pessoas se hospedarão no local durante toda a Olimpíada. À exceção dos esportes coletivos, dificilmente um atleta permanece no local durante toda a competição, já que as diferentes modalidades começam e terminam as disputas em momentos diferentes. A natação, por exemplo, tem suas primeiras provas já no sábado, 6 de agosto, enquanto o atletismo só terá sua primeira disputa no dia 12.

Certo é que quem passar pela Vila terá um pouco do gostinho de ser carioca. “A gente está trazendo um pouquinho do Rio para dentro da Vila. Haverá apresentações culturais, showzinhos, oficinas de samba e capoeira. Temos uma quadra de vôlei de praia também”, explicou Mario Cilenti, diretor da Vila Olímpica e responsável por se relacionar com os Comitês Olímpicos dos países que participam dos Jogos. A intenção é dar opções de lazer com a cara da cidade, ao mesmo tempo em que isso não atrapalhe na preparação dos atletas para a Olimpíada. “Eles ficam uma semana, 15 dias, o tempo todo treinando. Só saem da Vila para curtir a cidade depois que terminam de competir. Nesse período, a gente tenta mantê-los animados, aproveitando todos os serviços que teriam lá fora”, disse Cilenti.

Os atletas encontrarão um complexo com 31 edifícios de 17 andares, todos de alto padrão, construídos pela iniciativa privada. No total, são 3.604 apartamentos, equipados com ar-condicionado e repelentes eletrônicos. Do lado de fora dos prédios e entre os muros da Vila, o que se vê é uma pequena cidade.

“A Vila está preparada para que o atleta tenha de sair apenas para treinar e competir. Tem um pequeno centrinho com loja de conveniência, salão de beleza, correio, banco, policlínica, centro ecumênico, academia e área de lazer”, explicou Mario Cilenti. A estrutura conta com o apoio de 13 mil profissionais entre funcionários contratados, voluntários e integrantes da Força Nacional de Segurança. Próximo aos prédios, um refeitório do tamanho de três campos de futebol oferecerá comida variada 24 horas por dia. Tudo de graça para os participantes.

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Vila Olímpica recebe representantes brasileiros de nove modalidades

Times de futebol e ginástica artística chegam neste domingo

Marcio Dolzan, O Estado de S. Paulo

24 de julho de 2016 | 07h00

Entre os brasileiros, atletas de nove modalidades chegarão à Vila neste domingo. As equipes de futebol feminino, hóquei sobre grama, levantamento de peso, saltos ornamentais, ginástica artística masculina, canoagem slalom, ciclismo de pista, tiro esportivo e tiro com arco são as primeiras.

O Time Brasil, composto por mais de 800 integrantes, dos quais 465 atletas, ocupará todo o prédio 30. O edifício foi escolhido pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) por sua posição estratégia: é próximo ao refeitório e ao estacionamento, ao mesmo tempo em que fica afastado do trajeto das outras delegações, o que reduz a possibilidade de barulho.

Nem todos os atletas do País, porém, ocuparão o espaço. Seja por querer mais privacidade, seja por proximidade aos locais de disputa, algumas modalidades preferiram escolher outros locais. A seleção masculina de futebol, por exemplo, ficará em Teresópolis até começar a viajar pelo Brasil para o torneio. No vôlei, cinco das seis equipes – as duas de vôlei de quadra e três duplas do vôlei de areia – não se hospedarão na Vila. A exceção ficou com Bruno Schmidt e Alison.

“O Alison acha que a energia da Vila fez diferença em Londres-2012 (ele foi prata ao lado de Emanuel), e quer repetir a experiência aqui no Rio”, explicou Marcus Vinícius Freire, diretor executivo de Esportes do COB.

Esperança de medalha no tiro com arco, Marcus Vinicius D’Almeida é outro que quer aproveitar a energia da Vila. Ele chegará ao local hoje à noite. “A experiência de estar na Vila nos Jogos Pan-Americanos no ano passado foi muito boa. Teve aquela sensação de que era mais um passo para os Jogos Olímpicos”, comentou.

Ele diz que comida à vontade e o fato de estar dividindo uma área com alguns dos maiores esportistas do mundo não atrapalha. “Eu tive duas vivências, na Olimpíada da Juventude e nos Jogos Pan-Americanos. Não existem tentações. A gente entra focado”, afirmou. “O importante é a cada momento você entender o que pode fazer”.

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Após os Jogos, Vila dará lugar a novo bairro planejado na Barra

Local será transformado no residencial Ilha Pura

Marcio Dolzan, O Estado de S. Paulo

24 de julho de 2016 | 07h00

Formada por apartamentos que variam de 72 a 230 metros quadrados, a Vila dos Atletas foi construída com investimento de R$ 2,9 bilhões da Odebrecht e da Carvalho Hosken. Após os Jogos, os imóveis serão repintados e o local se transformará no bairro planejado Ilha Pura.

Pouco mais de 250 apartamentos dos mais de 3.600 construídos foram comercializados. A expectativa inicial era de que se chegasse à metade da ocupação antes da Olimpíada. Especialistas apontam a razão: o momento econômico do País, associado ao valor dos imóveis, considerado elevado. 

O apartamento mais barato no Ilha Pura custa R$ 720 mil. Os mais caros ultrapassam os R$ 2,5 milhões.

 

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Três perguntas para Mario Cilenti, diretor da Vila Olímpica

Ele faz o trabalho de relações com Comitês Olímpicos e Paralímpicos

Marcio Dolzan, O Estado de S. Paulo

24 de julho de 2016 | 07h00

1. Como será a abertura oficial da Vila Olímpica?

A partir das 8h a gente abre as portas e já começam a chegar os atletas. Eles encontrarão prontas não só a Vila, mas também as instalações de treinamento da cidade toda. O transporte (exclusivo) também começa a operar. Se o atleta chegar de manhã, quiser comer e à tarde dar uma nadadinha ou praticar o esporte que seja, já estamos abertos para atender as necessidades.

2. Para quando se espera a chegada do maior número de atletas?

Provavelmente nos dias 2, 3 e 4 de agosto. Muitos já estão no Brasil, mas é mais perto da cerimônia de abertura que o grande grupo começa a chegar. Estaremos com lotação total somente no segundo fim de semana (dias 13 e 14), quando ainda estará chegando gente e ainda haverá os que estão competindo.

3. Qual a parte mais difícil na operação da Vila?

É passar todo o conhecimento, procedimentos, regras e políticas, que há anos estamos trabalhando, para todos os funcionários, terceirizados e voluntários. São mais de 13 mil pessoas. São eles que vão entregar o serviço.

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