Fabio Motta/ Estadão
Fabio Motta/ Estadão

Abin informa que está apurando todas as ameaças relacionadas ao Rio-2016

Em nota, Agência Brasileira de Inteligência diz que 'muitas são descartadas' e 'as que merecem atenção são investigadas'

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2016 | 20h29

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) distribuiu uma nota informando que “todas as ameaças relacionadas aos Jogos Rio 2016 estão sendo minuciosamente apuradas, em particular as relacionadas ao terrorismo”. Na nota, a Abin informa ainda que, na análise das informações recebidas em relação a ameaças, “muitas são descartadas” e “as que merecem atenção são exaustivamente investigadas”. Segundo a agência, “devido à sensibilidade do tema, as ameaças são tratadas, de forma integrada, pelas unidades especializadas de enfrentamento ao terrorismo dos três eixos responsáveis pela Segurança dos Jogos Rio 2016 – Inteligência, Segurança Pública e Defesa”.

A intenção da divulgação da nota é tentar tranquilizar atletas, turistas, demais países que estarão presentes com suas delegações no Brasil, além da população em geral, sobre o empenho do governo brasileiro na avaliação de todo e qualquer risco e demonstrar o reforço que foi dado ao setor. “Os órgãos responsáveis pelo planejamento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos reafirmam seu compromisso com a garantia integral da segurança de todos os presentes ao grande evento”, prossegue a nota da Abin.

Mais cedo, o governo francês encaminhou ao Ministério da Defesa do Brasil um documento no qual reconhece ser “falsa” a informação que constava do alerta dado sobre a possibilidade de ocorrência de um atentado terrorista contra a delegação da França, durante a realização dos Jogos Olímpicos, que serão realizados de cinco a 21 de agosto. O alerta veio a público no dia 12 de julho, mas havia sido divulgado no dia 26 de maio pelo chefe da Direção de Informação Militar (DRM) -um dos serviços secretos da França -, o general Christophe Gomart, à Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou os atentados de 13 de novembro em Paris e Saint-Denis. De acordo com as informações divulgadas aos parlamentares, naquela época, o ataque seria cometido por um brasileiro, chamado Davi, que seria ligado ao grupo jihadista Estado Islâmico, que teria como o alvo a delegação francesa.

Em nota, o Palácio do Planalto informou que o diretor de Inteligência Militar da França justificou que “não é verdadeira” a informação de que “um brasileiro, supostamente vinculado ao Estado Islâmico, estaria planejando um atendado contra a delegação francesa durante os Jogos Rio 2016”. 

Segundo informações repassadas ao Brasil, pela embaixada francesa, o Diretor de Inteligência Militar da França não chegou transmitir aos serviços de inteligência brasileiro a possibilidade porque checou a informação junto com as demais agências francesas e verificou que ela era “falsa”.

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