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Abuso pode tirar técnico da natação brasileira dos Jogos

COB recebeu pedido do comitê australiano para vetar a participação de Scott Volkers na Olimpíada do Rio de Janeiro

O Estado de S. Paulo

11 de maio de 2016 | 14h01

Uma polêmica toma conta da natação brasileira nos últimos dias. O técnico Scott Volkers, que trabalha com nomes de destaque do Minas Tênis Clube, é acusado de ter abusado de alguns de seus atletas enquanto trabalhava na Austrália, sua terra natal e pode ser impedido de participar dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Volkers, que está no Brasil desde 2011, já foi levado à Justiça na Austrália, mas um tribunal determinou que não havia provas suficientes para julgá-lo. Porém, impedido de trabalhar com crianças e adolescentes no país após ter sido acusado de abuso sexual por três nadadoras, em episódios que teriam ocorrido durante os anos 1980, viu as "portas se fecharem" para novas oportunidades de emprego.

"A AOC (Comitê Olímpico Australiano, em inglês), pede respeitosamente que seja considerado se o Sr. Volkers pode ser considerado apropriadamente um funcionário do seu time olímpico ou como um funcionário do esporte em geral dentro do país", escreveu o presidente do Comitê Australiano John Coates, em carta enviada a Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB. A carta, divulgada pela BBC, conta ainda com a cópia de um inquérito em que uma comissão do governo australiano demonstrou preocupação com as alegações e criticou a decisão da Justiça australiana.

O treinador, que trabalha no clube mineiro com atletas de todas as idades, nega as acusações e, inclusive, é elegível para uma vaga como treinador olímpico, pois trabalha com inúmeros atletas que estão classificados para os Jogos do Rio. Em 2014, ele deu uma entrevista a um jornal australiano e negou ser um fugitivo e que costuma visitar o seu país rotineiramente. No mesmo ano, Volkers foi impedido pelas autoridades do país de participar de um torneio internacional de natação, em Gold Coast, quando teve negado pedido de credenciamento.

Segundo a BBC, o COB disse que o pedido da entidade australiana ainda não foi analisado.

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