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Adaptações do evento devem ser pontuais em relação à Olimpíada

O trabalho do Comitê Rio-2016 para deixar tudo pronto para os Jogos Olímpicos é simultâneo ao dos Paralímpicos. “Tem algumas mudanças, mas trabalhamos com o conceito de integração operacional. Desde o início todas as áreas do Olímpico trabalharam integradas com as do Paralímpico. Queremos garantir que a gente tenha quase tudo pronto antes mesmo da Olimpíada”, destaca Mariana Mello, gerente geral de Integração Paralímpica do comitê.

MARCIO DOLZAN, O ESTADO DE S. PAULO

07 de setembro de 2015 | 07h00

As modificações necessárias deverão ser pontuais. “Algumas coisas não podem ser feitas antes porque são adaptações, mas talvez 95% da acessibilidade deverá ser feita já para os Jogos, até porque também há espectadores com necessidades especiais”, lembra Mariana. “Para a Paralimpíada a gente terá que adicionar algumas rampas, que são decorrentes de uma quantidade muito grande de atletas. Mas são mudanças mínimas.”

A questão da acessibilidade também é uma preocupação levada à própria cidade do Rio de Janeiro, e não apenas nas instalações para os Jogos. Apesar de isso ser responsabilidade da administração pública, o Comitê Rio-2016 atua em conjunto, reunindo-se mensalmente com representantes dos três entes de governo.

“A gente entende que o Rio é uma cidade desafiadora geograficamente, porque é muito grande, com muitos túneis e pouco metrô”, considera Mariana. “A gente sabe que a cidade não vai estar 100% acessível em 2016, mas os Jogos serão catalisadores disso. Nunca se falou tanto em acessibilidade, e nunca se fez tanto num período tão curto. Há um esforço, e já melhorou muito desde 2009, quando ganhamos a Paralimpíada. Já estamos deixando um legado.”

Neste último ano de preparação, o comitê também quer focar em ajustes - muitos dos quais deverão surgir com o decorrer dos eventos-teste - e na divulgação do evento. 

“A Paralimpíada não tem a mesma visibilidade que os Olímpicos”, observa Mariana. “Para despertar o interesse, vamos lembrar que o Brasil vai muito bem nos Jogos Paralímpicos e que possui alguns dos principais atletas do mundo em diversas modalidades. Queremos mostrar ainda que os Jogos são divertidos e também envolvem esporte de alto-rendimento.”

INGRESSOS

A venda de ingressos para os Jogos Paralímpicos inicia hoje. No total serão colocados à disposição 3,3 milhões de bilhetes. Desses, 80% serão para brasileiros. Assim como aconteceu para a Olimpíada, a primeira fase de venda será feita mediante sorteio, com o interessado podendo fazer a solicitação até o fim do mês.

“Os ingressos são acessíveis. Começam a R$ 10, com meia-entrada a R$ 5. Além disso, eles podem ser parcelados em até cinco vezes, o que nesse caso faz com que as parcelas sejam de R$ 1”, explica Donovan Ferreti, diretor de Ingressos do Comitê Rio-2016.

A Paralimpíada terá 315 sessões, incluindo as cerimônias de abertura e encerramento. Elas, aliás, têm os ingressos mais caros: eles variam de R$ 100 a R$ 1.200,00 na abertura, e de R$ 100 a R$ 1.000,00 no encerramento.

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