John Sibley/ Reuters
John Sibley/ Reuters

Ágatha e Duda jogam mal, perdem para alemãs e são eliminadas no vôlei de praia em Tóquio

Favoritas ao ouro, brasileiras fazem partida instável e não conseguem confirmar vantagem em set decisivo

Redação, Estadão Conteúdo

01 de agosto de 2021 | 06h36

Apontadas como favoritas à medalha na Olimpíada de Tóquio e líderes do ranking mundial, Ágatha e Duda foram eliminadas nas oitavas do vôlei de praia feminino. Neste domingo, as brasileiras foram derrotadas pelas alemãs Laura Ludwig (campeã olímpica no Rio-2016) e Margareta Kozuch por 2 sets a 1, com parciais de 21/19, 19/21 e 16/14.

Foi uma extremamente equilibrada, intensa e disputada ponto a ponto. Ágatha e Duda tiveram um match point, mas não aproveitaram. Na sequência do tie-break, a dupla alemã acertou um bloqueio e fechou o jogo na única oportunidade que tiveram. Não foi um bom aniversário para Duda, que completou 23 anos no dia de sua eliminação no Japão.

"Foi por muito pouco. A sensação é muito ruim porque é muito trabalho para chegar até aqui. É dar a vida, sabe... é pegar a vida e entregar para o esporte. A gente acha que merece, batalhou para caramba, mas tem o adversário que também trabalhou", lamentou Agatha.

"São duas grandes jogadoras e a gente sabia que seria difícil. A gente conseguiu surpreender fazendo o jogo inteiro na Laura. No segundo e terceiro set, entrou o nosso jogo, e realmente foi no detalhe. Mérito delas que conseguiram ganhar. E a gente vai ficar com essa sensação, mas com a certeza que a gente deu o nosso máximo", complementou.

Com a eliminação de Ágatha e Duda, o Brasil tem apenas uma dupla no vôlei de praia feminina em Tóquio. É Patrícia e Rebecca, que avançaram para as quartas de final após derrotarem as chinesas Fan Wang e Xia Zinyi. No masculino, Evandro e Bruno Schmidt e Alison e Álvaro Filho estão vivos na luta por medalha.

Agatha foi prata com Bárbara Seixas no Rio-2016 e forma parceria com Duda desde 2017. Juntas, foram a dupla que mais subiu ao pódio no Circuito Mundial em 2017, com seis medalhas. Em 2018, ganharam tanto o circuito quanto o FIVB World Tour Finals e chegaram aos Jogos Olímpicos na liderança do ranking mundial.

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