Time Nissan/Reprodução
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Ágatha lamenta a ausência da tricampeã olímpica Walsh no vôlei de praia dos Jogos de Tóquio

Brasileira revela que será 'estranho' não ter a norte-americana do outro lado da quadra, mas se prepara para brilhar na competição junto com Duda Lisboa

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2021 | 14h25

Considerada uma das maiores jogadoras de vôlei de praia da história, Kerri Walsh não conseguiu vaga para os Jogos de Tóquio. A norte-americana é tricampeã olímpica ao lado de Misty May-Treanor e foi ainda medalha de bronze nos Jogos do Rio, fazendo parceria com April Ross, em 2016. Na ocasião, perdeu para as brasileiras Ágatha e Bárbara Seixas na semifinal.

A ausência dela na Olimpíada será bastante sentida, segundo a própria Ágatha Bednarczuk. "A Walsh é uma referência, será estranho ela não estar lá, até porque correu atrás dessa vaga desde 2019 e só não conseguiu no último torneio. Confesso que é estranho não ter ela lá porque é uma atleta que ainda não se aposentou. Ela é uma referência do nosso esporte", explicou a brasileira.

Ágatha estará em Tóquio ao lado de Duda Lisboa, outro fenômeno no vôlei de praia. A parceria vem tendo muito sucesso e ela espera chegar longe no torneio olímpico. "Voltamos a competir em setembro quando ainda nem tínhamos certeza se haveria Olimpíada. Focamos no Circuito Brasileiro e fomos super bem. Já somos campeãs antecipadas e em oito torneios ganhamos seis deles e ainda tivemos duas pratas. Também foram quatro pódios internacionais e só nos dois torneios mais recentes não conquistamos medalhas", disse.

Ela participou nesta quarta-feira, 9, de um evento do Time Nissan com 9 atletas de diferentes modalidades olímpicas e paralímpicas. E contou um pouco de como foi o processo de preparação da dupla durante a pandemia de covid-19. "A Duda foi para Aracaju e fiquei no Rio. Quando voltamos a treinar estávamos com muita saudade, e tinha uma energia boa. Quando as competições começaram, estávamos com muita vontade e conseguimos colocar tudo em prática. O que aprendemos na pandemia foi viver o hoje."

Ágatha revela que elas decidiram colocar o "sarrafo lá em cima", ou seja, entrar em cada competição para se doar ao máximo. "Mas isso também faz com que a gente crie essa expectativa em relação à Olimpíada. A expectativa é a melhor possível, temos sede de medalha, temos totais condições de conseguir, mas somos pés no chão e sabemos que precisamos fazer muito bem nosso trabalho", afirmou.

Nas disputas internacionais, a jogadora já percebeu uma mudança de patamar em algumas rivais. "Os times que a gente olha são os mesmos, mas a gente consegue perceber uma diferença por causa de um ano sem se enfrentar. Tinha time que estava sempre no pódio, mas que agora está tendo uma dificuldade. E a dupla Claes e Sponcil mostrou um jogo super rápido e foi super bem. Está todo mundo ainda tentando entender", comentou.

Até por isso, Ágatha lembra que até os Jogos de Tóquio, que começam em 23 de julho, dá tempo para trabalhar ainda mais. "A gente ganhou com a pandemia, com qualidade de resultados, apesar de nos dois últimos torneios não termos ido bem. Mas agora temos mais alguns dias para nos preparar e vamos ficar em Saquarema bem focadas. Será muito treinamento e estudo das adversárias", concluiu.

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