Felipe Dana/AFP
Felipe Dana/AFP

Alemão, Bach celebra ouro do Brasil no futebol: 'Muito contente'

Presidente do COI esteve no estádio do Maracanã ao lado de Carlos Arthur Nuzman

Jamil Chade, enviado especial ao Rio, Estadão Conteúdo

21 de agosto de 2016 | 12h37

O alemão Thomas Bach é um dos nomes mais importantes do esporte alemão. Ocupou diversos cargos em seu país de origem, foi medalha de ouro e ainda atuou de forma muito ativa na organização da Copa do Mundo de 2006. Mas admitiu que ficou "muito contente" com a vitória do Brasil sobre sua própria seleção no futebol e que garantiu o ouro inédito em Olimpíadas no Maracanã.

Em uma conversa exclusiva com o Estado de S. Paulo, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) não disfarçou seu alívio diante do ouro no futebol. "Foi um dos grandes momentos do evento. O ouro do futebol para o Brasil foi uma das maiores contribuições para o sucesso dos Jogos", declarou.

Bach contou que, em 2014, assistiu ao 7 a 1 da Alemanha ao lado de Carlos Arthur Nuzman, depois de uma reunião em Lausanne. "Combinamos que estaríamos juntos também nesse jogo. Sentei ao seu lado no Maracanã", disse. Questionado se tinha ficado decepcionado com o resultado, ele negou. "Foi ótimo para os Jogos", admitiu. "Ganhar uma medalha no futebol era um sonho e, portanto, foi maravilhoso ver a festa", disse. "A atmosfera no estádio mostrou isso e demonstrou a emoção que foi vivida por todos", afirmou.

"Depois da medalha do Brasil no futebol, eu sabia que o evento seria um sucesso", insistiu. Bach comparou o ouro do time de Neymar à conquista do hóquei sobre gelo do Canadá durante os Jogos de Inverno de Vancouver, em 2010. Naquele jogo, os anfitriões superaram os eternos rivais dos EUA.

O alemão, porém, admitiu que realizar o evento no Brasil foi uma "superação de obstáculos". Para Bach, foi a solidariedade das federações de cada modalidade esportiva que garantiu que o evento pudesse ser realizado com "êxito" no Rio de Janeiro nos últimos meses, diante da crise no Brasil.

"Superamos sérios desafios com solidariedade", disse. "Todos entenderam que tivemos de fazer sacrifícios e mudar. As federações explicaram isso a seus atletas e por isso funcionou. Foi um grande trabalho de equipe", completou.

Bach, durante o encerramento das reuniões do COI, também fez questão de elogiar Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Rio-2016. "Há uns dois anos, nos sentamos juntos e nos comprometemos a garantir o sucesso do evento. Nuzman me disse: 'Não se preocupe, vai dar certo'".

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