Michael Sohn/AP
Michael Sohn/AP

Alvos de suposto assalto, nadadores dos EUA são proibidos de deixar o País

Polícia viu contradições nos depoimentos de Ryan Lochte e James Feigen

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

17 Agosto 2016 | 11h32

A juíza Keyla Blanc de Cnop, do Juizado Especial do Torcedor e de Grandes Eventos, determinou a apreensão dos passaportes dos nadadores norte-americanos Ryan Lochte e James Feigen, o que, na prática, os proíbe de deixar o País. Eles afirmam terem sido assaltados na madrugada do último domingo depois de deixarem de táxi uma festa na Casa da França, na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio. Os bandidos teriam levado US$ 400. A polícia encontrou contradições nos depoimentos deles, e a Justiça entendeu que a dupla deve permanecer no País para prestar novos esclarecimentos.

Há informações de que Lochte já teria voltado para casa, e que Feigen estaria no Rio, mas num hotel, e não mais na Vila dos Atletas. Procurado pelo Estado, o porta-voz da delegação norte-americana, Patrick Sandusky, disse que que não divulga o paradeiro de seus atletas. Sobre a decisão judicial, o porta-voz disse ter sido informado dela apenas pela imprensa.

Algumas contradições detectadas pela Delegacia Especial de Atendimento ao Turista, que investiga o caso: o horário em que os atletas voltaram à Vila dos Atletas no domingo, passado o assalto (eles dizem que foi por volta das 4 horas, mas imagens das câmeras de segurança da Vila dos Atletas mostram que foi às 6 horas); Lochte contou ter sido parado por bandidos numa falsa blitz, e Feigen, que o homem que rendeu o taxista estava num veículo branco, modelo antigo. Imagens de câmeras revelam que eles chegaram tranquilos, e não assustados. Estavam usando relógios e com suas carteiras e telefones celulares, o que causou estranhamento, uma vez que estes são objetos, em geral, levados por assaltantes.

“Percebe-se que as supostas vítimas chegaram com suas integridades físicas e psicológicas inabaladas, fazendo, inclusive, brincadeiras uns com os outros”, afirma a juíza em sua decisão, com base dos registros das câmeras.

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