ANÁLISE: Objetivo de comitê é possível, mas atingi-lo será muito difícil

Quantidade de medalhas de ouro do Brasil está abaixo do esperado

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2016 | 05h00

O Comitê Paralímpico Brasileiro estipulou como meta ser no mínimo quinto lugar nos Jogos do Rio. A meta é possível, mas também difícil, pois existe um grupo de países disputando essa quinta colocação, como Alemanha, Austrália, Nova Zelândia e Holanda. Ao que tudo indica, os quatro mais bem colocados serão China, Grã-Bretanha, Ucrânia e Estados Unidos, provavelmente nesta ordem.

Até agora, a quantidade de medalhas de ouro do Brasil está abaixo do esperado e isso pode fazer diferença no fim. Se tomarmos como base a Olimpíada de Londres, os atletas nacionais chegaram a 21 medalhas de ouro, 14 de prata e 8 de bronze. Só que agora, no Rio, a relação se inverteu um pouco, e o Brasil obteve mais medalhas de prata e bronze do que ouro. Isso terá impacto significativo.

Alguns atletas que poderiam ganhar o ouro, não ganharam, como Daniel Dias, nos 50m borboleta da classe S5, prova na qual era bicampeão paralímpico. Ele ficou com o bronze. André Brasil, que nadou mal nos 50m livre classe S10, ficou apenas na quarta colocação. Terezinha Guilhermina, que tentava o bicampeonato nos 200m classe T11, queimou a largada e foi desclassificada. De qualquer forma, a campanha é muito boa, poderia ser melhor, mas não existe motivo para lamentar o desempenho.

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