André Brasil vê chance de 'corrigir o que deu errado'

Dono de dez medalhas paralímpicas lamente corte em investimentos

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

27 Agosto 2016 | 17h00

Detentor de dez medalhas paralímpicas e um dos principais nadadores do Brasil nos Jogos que iniciarão na próxima semana, André Brasil lamenta os cortes orçamentários e a readequação dos Jogos Paralímpicos. Apesar disso, o paratleta acredita que a competição será um sucesso e vê a falta de dinheiro como uma chance de “corrigir o que deu errado”.

O nadador passou o período inteiro dos Jogos Olímpicos treinando nos Estados Unidos. À distância, acompanhou o desempenho dos atletas e as notícias sobre rombos no orçamento da organização da Olimpíada e as mudanças que se projetavam para a Paralimpíada.

“Os Jogos vão acontecer assim como a Olimpíada aconteceu. Provavelmente (houve) falha administrativa e organizacional de quem conduz os Jogos, mas, pensando por outro lado, tudo o que aconteceu de errado eles podem corrigir agora”, afirmou. “Talvez o fato de estarem cobrindo o rombo da Olimpíada faça com que, com menos dinheiro, se faça algo até mais bonito, sem as falhas que aconteceram nesse percurso.”

Com a experiência de quem esteve nas duas últimas edições do evento, o nadador acredita que os Jogos do Rio ficarão marcados. “A Paralimpíada vai ser bacana. É um grande evento, e é difícil você ter eventos desse tipo iguais. Pequim-2008 foi de um jeito, Londres-2012 foi de outro jeito, e eu tenho certeza de que o Rio-2016 vai ser totalmente diferente também”, apontou. “O calor da população na Olimpíada já mostrou que a gente pode sobressair sobre as dificuldades e fazer um grande evento.”

O nadador também destacou que, mesmo que o que foi prometido em termos de instalações físicas não seja entregue como o esperado, o aspecto humano dos Jogos Paralímpicos acabará prevalecendo na disputa do Rio. “Eu ainda acho que o grande legado vai ser cultural. A gente tem que ter outra visão sobre a pessoa com deficiência na nossa sociedade”, ponderou.

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