Eduardo Viana/ Divulgação
Eduardo Viana/ Divulgação

'Ansiedade aumentou um pouco', diz Zanetti sobre Olimpíada

Ginasta diz que expectativa cresceu após ouro no evento-teste

Entrevista com

Arthur Zanetti

Andreza Galdeano, O Estado de S. Paulo

20 de abril de 2016 | 07h03

Vencedor do evento-teste na Arena Olímpica no Rio, Arthur Zanetti reconhece que a ansiedade está cada vez maior para os Jogos. Em entrevista ao Estado, em evento em São Paulo, o atleta conta como foi competir no ginásio que receberá a ginástica artística na Olimpíada, fala sobre a estrutura preparada para o evento e enfatiza o sentimento de ter a família e a torcida brasileira ao seu lado.

Ídolo, dentro e fora do ginásio, Arthur Zanetti detém a admiração por ser o único campeão olímpico da ginástica brasileira. Um dos seus maiores fãs é Guilherme Aquino, jovem que também pratica ginástica e vê no atleta a sua maior inspiração. 

"Vi (Zanetti) pela primeira vez através da televisão, fiquei admirado com a habilidade dele nas argolas. Hoje é o meu espelho para um dia poder trazer uma medalha para o Brasil," disse Guilherme. E completou: "Um dos melhores momentos da minha vida, foi quando o conheci pessoalmente. Até ganhei algumas dicas para melhorar meu desempenho." 

Posso dizer que foi um privilégio, pelo fato de estar competindo na mesma arena que acontecerá a Olimpíada. As equipes (que competiram) praticamente já sabem os caminhos a serem seguidos. Podemos  dizer que estamos um passo a frente dos  outros competidores e temos de agradecer.

A série que garantiu o ouro no evento-teste será a mesma usada na Olimpíada?

Sim, a série que eu fiz agora é a mesma que realizei no Mundial do ano passado, em outras competições e também a usarei no Rio.

Ao conhecer o ginásio que vai competir na Olimpíada, o que achou da estrutura e dos aparelhos?

A estrutura é muito boa, os aparelhos são excelentes, utilizados mundialmente dentro da modalidade. O curioso é que eles fizeram uma modificação nas cores, adaptando para a Olimpíada no Brasil, o que chamou mais atenção. 

Este ano a etapa de São Paulo da Copa do Mundo contará com a sua presença? 

Ainda não está certo porque não fecharam os atletas que vão competir. Eu gostaria muito, por ser mais uma competição no Brasil, mas depende da comissão técnica.

Como avalia o cenário da ginástica aqui no Brasil?

Posso dizer que a ginástica cresceu muito, devido o bom desempenho de outros atletas, sejam eles veterenos ou mais jovens, que se veem motivados por isso. 

Você acredita que o Brasil pode se tornar uma potência olímpica?

Acho que sim. Se trabalhar como vem trabalhando nesses ultimos tempos. A estrutura que a gente tem hoje no Brasil é muito grande, praticamente todos os clubes estão bem equipados, com aparelhagem de ponta. Acredito que um dia possamos ser uma potência olímpica, não neste momento, mas daqui a alguns ciclos, é o que esperamos.

A Olimpíada será disputada no Brasil. O país poderá levar o maior número de conquistas da sua história, superando o quadro de 17 medalhas em Londres (2012)?

Talvez, não podemos garantir nada, pelo fato de ser uma Olimpíada e estarmos competindo contra os melhores atletas. Então, qualquer erro ou vacilo, você sai do pódio. Posso dar um exemplo recente, neste evento-teste, a diferença da minha nota para o segundo colocado foi de menos de um décimo. São detalhes, que na soma final fazem a diferença.

Qual a sua expectativa para os Jogos Olímpicos?

Estou ansioso, quero que chegue logo. É um evento que todo mundo espera, e após competir no Aquece Rio, a ansiedade aumentou um pouco. Sentir este clima olímpico é muito bom para os atletas. 

Competir em casa ajuda?

Posso dizer que ajuda, a presença da torcida brasileira e dos familiares jogam ao nosso favor. Isso dá uma motivação a mais para os atletas. 

Você sentiu que precisa de alguma mudança para lutar por uma medalha na Olimpíada?

Preciso continuar treinando porque atletas de alto rendimento são muito perfeccionistas. É preciso manter os treinamentos para consertar os detalhes. Temos feito isso para conseguir fazer o melhor dentro da competição.

 

 

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