Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Antigo mestre se empolga com projeto no Colégio Elvira Brandão

Júlio Chubaci utiliza iniciativa do Estado para incentivar alunos

Alessandro Luchetti, O Estado de S. Paulo

08 de abril de 2016 | 18h22

Com 30 anos de dedicação à profissão de professor de educação física no Colégio Elvira Brandão, Júlio Chubaci não é o tipo de trabalhador que espera, meio na inércia, a data da aposentadoria, que vai se dar no próximo ano.

Entusiasmado com a possibilidade de empolgar seus alunos para a prática de esportes proporcionada por uma Olimpíada no Brasil, programou uma série de atividades. A menina dos seus olhos é a Paralimpíada. "Quero que tenham noção do esforço despendido por um atleta paralímpico. Assim, eles vão jogar futebol com vendas nos olhos, sendo guiados por colegas que vão orientá-los verbalmente. Vamos também fazer o vôlei sentado, com a ajuda de uma rede de tênis", diz o velho mestre. 

A visita de Toaldo é saudada por ele como uma oportunidade de atrair as crianças para o esporte, afastá-las do sedentarismo, de arrancá-las de seus videogames e adiar um pouco a incursão dos jovens no mundo das "baladas", os programas noturnos.

"Hoje já não é tão fácil reunir uma equipe da escola, disposta a participar de competições interescolares. Fazer parte do time significa acordar cedo para participar dos jogos, e alguns já preferem baladas. A seleção de vôlei é mais ou menos a mesma do futsal. Os que gostam acabam praticando as duas modalidades".

Ao longo de suas três décadas de atividade, já passaram por suas mãos até mesmo esportistas famosos. É o caso de Rubens Barrichello, que morava perto de Interlagos e estudava no Elvira Brandão, na Chácara Santo Antônio.

"Ele era mediano na prática de esportes, mas sempre foi muito esforçado".

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