Abelardo Mendes Jr/rededoesporte.gov.br
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Aos 21 anos, Bruna Takahashi disputa sua 2ª Olimpíada: 'Sempre estive preparada'

Depois de estrear no Jogos do Rio com 16 anos, atleta do tênis de mesa também vai disputar o torneio individual

Redação, Estadão Conteúdo

14 de julho de 2021 | 10h33

Depois de estrear muito jovem em Jogos Olímpicos, com apenas 16 anos, no Rio de Janeiro, em 2016, Bruna Takahashi chega ao Japão com mais bagagem no tênis de mesa. Ela faz aniversário na próxima segunda-feira e em seu primeiro jogo no torneio individual de Tóquio-2020 estará com 21 anos. Foram duas temporadas atuando pelo Sporting e morando sozinha em Portugal, período que lhe ajudou a crescer não só como atleta, mas como mulher.

Para esta edição da Olimpíada, a atleta brasileira acredita que pode jogar de igual para igual com qualquer adversária. "Posso dizer que sempre estive preparada para o que estava vindo", afirmou.

O destaque de Bruna no tênis de mesa começou muito cedo. Aos 15 anos, ela foi a primeira brasileira campeã do Desafio Mundial de Cadetes, a competição mais importante do esporte para a categoria infantil. No ano seguinte, em 2016, integrou a seleção feminina na Olimpíada do Rio de Janeiro e fez jogo duro contra a medalhista de prata, a chinesa Li Xiaoxia, apesar da derrota por 3 a 0 (11/8, 11/7 e 11/1).

Nas duas últimas temporadas, começou a escrever a sua trajetória na Europa atuando pelo Sporting, de Portugal. Lá, liderou sua equipe e conquistou resultados expressivos como o recente vice-campeonato da Taça de Portugal Feminina. A partir da próxima temporada, ela vai defender um novo clube, mas seguirá marcada pelos aprendizados que adquiriu vivendo longe de sua família pela primeira vez.

"Fiquei muito tempo sozinha lá, mas acho que foi uma experiência muito boa. Cultura muito diferente, local de treino também. Se eu precisasse ir para o hospital, tinha de ir sozinha. Amadureci bastante nessa parte, como mulher. Em momentos como esse, temos que tomar a iniciativa de ir atrás das coisas, você consegue se virar", refletiu a atleta.

Com toda essa vivência, veio também uma evolução dentro e fora dos ginásios. Bruna será a mesa-tenista número 1 do Brasil em Tóquio e, desta vez, terá chances de disputar também no torneio individual. Para ela, porém, esse peso não importa. Depois do que fez contra uma das melhores atletas do mundo, em 2016, espera que suas adversárias a vejam de uma forma diferente. Seu objetivo é jogar bem e fazer jogos ainda mais duros contra grandes oponentes.

"Sempre fui uma menina que, não importa o campeonato, ia jogar de qualquer maneira. Não importa se era de maior ou menor importância, para mim era sempre de igual para igual. Posso dizer que sempre estive preparada para o que estava vindo", afirmou Bruna, confiante.

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