AP Photo/Claude Paris
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Após Nice, COI diz que Rio não hesitará em adotar medidas extras de segurança

'Segurança é prioridade máxima e existem planos bem desenvolvidos'

Jamil Chade, correspondente em Genebra, Estadão Conteúdo

15 de julho de 2016 | 14h15

Em uma tentativa de tranquilizar estrangeiros que estejam planejando ir aos Jogos do Rio, em agosto, o Comitê Olímpico Internacional (COI) garantiu que o governo brasileiro está "fazendo tudo o que pode para garantir a segurança antes e durante o evento" e que não hesitará em reforçar as medidas.

Em um comunicado emitido nesta sexta-feira, a entidade apontou que a "segurança é prioridade máxima e que existem planos bem desenvolvidos cobrindo todo potencial contingência".

O atentado em Nice que matou mais de 80 pessoas ocorreu um dia depois que os serviços de inteligência da França anunciaram que o evento no Brasil era alvo de planos terroristas.

"A segurança dos Jogos é responsabilidade das autoridades locais e não temos dúvidas de que eles vão prever medidas extras se considerarem necessário", indicou o COI. "Eles são os especialistas e temos total confiança de que vão tomar as medidas apropriadas para realizar Jogos seguros em 2016", declarou a entidade em Lausanne.

O COI voltou a insistir que 85 mil pessoas atuarão para garantir a segurança do evento, em agosto. Em junho, o comitê deixou claro ao governo federal que não poderiam faltar recursos para a segurança. A pressão acabou levando o governo estadual do Rio a decretar estado de calamidade pública para ter acesso aos recursos do governo federal, avaliados em quase R$ 3 bilhões.

Nesta sexta-feira, o presidente do COI, Thomas Bach, enviou uma carta de condolências ao presidente da França, François Hollande, em que condenou os ataques e reiterou a solidariedade do movimento olímpicos aos franceses. No próximo ano, Paris concorrerá ao direito de sediar os Jogos de 2024 e a questão da segurança será central.

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