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Brasil se aproxima de novas vagas olímpicas no mountain bike

Nações entre 6º e 13º lugar no ranking terão dois representantes

Estadão Conteúdo

08 de setembro de 2015 | 09h57

O 26.º lugar de Henrique Avancini no Mundial de Mountain Bike, disputado sábado em Andorra, pode não ter sido um grande resultado quando se pensa em medalha. Mas foi determinante para que o Brasil entrasse na zona de classificação do ranking mundial e se aproximasse de obter mais uma vaga olímpica nos Jogos do Rio, no ano que vem.

Pelos critérios de classificação do mountain bike, as vagas olímpicas são distribuídas a partir de um ranking de nações, que leva em conta a pontuação de três atletas por país. Com os pontos que ganhou no Mundial, Avancini assumiu o 17.º lugar do ranking individual, chegando aos 882 pontos.

Só ele é responsável por mais da metade dos 1616 pontos que o Brasil tem, agora no 13.º lugar do ranking de nações. É exatamente essa a colocação que o País precisa estar em 25 de maio do ano que vem. Afinal, a nações posicionadas entre o sexto e o 13.º lugar deste ranking terão duas vagas olímpicas. O Brasil tem direito a um convite e precisa se manter nesta 13.ª colocação para ter direito a um segundo atleta.

No feminino, Raiza Goulão obteve o 28.º lugar em Andorra e agora é a 19.ª colocada do ranking mundial, com 952 pontos. O Brasil, por nações, é o 11.º, a apenas 120 pontos do sexto lugar. Para garantir uma segunda ciclista na Olimpíada, precisa alcançar a oitava posição.

BMX E PISTA

No BMX, foi realizada no fim de semana a etapa de Santiago Del Estero (Argentina) da Copa do Mundo. Renato Rezende parou na semifinal e caiu do 10.º para o 13.º do ranking individual. Por nações, o Brasil é 11.º, ainda longe da meta que é ficar entre os sete primeiros para obter a segunda vaga. A briga é contra Suíça (1.616 pontos), Argentina (1.514), Letônia (1.438) e Nova Zelândia (1.313). O Brasil tem 1.256 pontos.

No feminino são duas mulheres entre as 30 melhores do ranking mundial: Priscila Carnaval em 24.º e Bianca Quinalha em 26.º lugar, mas o País terá só uma representante nos Jogos. Afinal, só as quatro melhores nações no ranking terão direito a duas ciclistas no BMX no Rio. O Brasil é só o 14.º.

Já no ciclismo de pista o Brasil ficou mais longe de ir à Olimpíada - o país-sede não tem convite para essa disciplina. No fim de semana, foi realizado o Campeonato Pan-Americano, o Brasil ganhou duas medalhas de bronze, mas elas não ajudam na classificação para os Jogos.

No Keirin, Flávio Cipriano foi o quinto colocado, enquanto seu rival direto pela vaga olímpica em um ranking complexo, o venezuelano Hersony Canelon, ficou com a prata. O também brasileiro Kacio Freitas foi bronze.

Já no Ominium, prova que aponta o "ciclista completo", Gideoni Monteiro ficou em oitavo entre apenas 10 competidores. Ele é o 30.º do ranking mundial e deve se afastar da zona de classificação na próxima atualização.

A outra medalha do Brasil no Pan, realizado em Santiago (Chile), foi na prova de velocidade por equipes, num time formado por Hugo Osteti, Flávio Cipriano e Kacio Freitas. O Brasil é 16.º no ranking desta prova, que classifica apenas nove equipes aos Jogos. No feminino o País não tem chances de ir à Olimpíada.

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