Vanderlei Almeida/AFP
Vanderlei Almeida/AFP

Após cinco meses, legado olímpico apresenta mais pontos negativos do que positivos

Rio de Janeiro conta com obras inacabadas e locais em situação de abandono

O Estado de S.Paulo

07 Fevereiro 2017 | 12h41

Obras inacabadas, sinais de abandono e muita lentidão para a conclusão das instalações. Após cinco meses dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro, o legado deixado apresenta pontos positivos, mas também diversos problemas.

Em levantamento realizado pelo G1, foi constatado que a Linha 4 é uma das maiores benfeitorias para a população. Por outro lado, o Parque Olímpico praticamente não é usado, assim como o Maracanã, em situação de abandono. Há ainda, a construção do último corredor do projeto BRT, parado desde agosto do ano passado e a circulação da segunda opção de rota do VLT, que depois de grande atraso, enfim aconteceu.

Parque Olímpico

Estrutura responsável por receber a maior parte dos jogos, o Parque Olímpico praticamente não é usado. Aberto desde janeiro para o lazer das pessoas aos finais de semana, o local não se encontra em boa situação.

Das três arenas montadas, apenas a de basquete permanece ativa. A Arena 2, que recebeu luta olímpica e judô, está sem as arquibancadas e parcialmente desmontada. A Arena 3, palco do taekwondo e esgrima, deve se tornar o Ginásio Experimental Olímpico, uma escola voltada para o esporte. Já o Parque Aquático, tem previsão de ser desmontado até março e transferido para outros pontos da cidade.

Maracanã

Com uma reforma de mais de R$ 1,3 bilhão, o Maracanã está abandonado. Sem receber partidas oficiais desde 2016, o gramado está em péssimas condições e as cadeiras estão amontoadas. Por conta da situação, o local sofre com furtos constantes.

Campo de Golfe

Feito para o retorno do golfe aos Jogos Olímpicos, o Campo Olímpico de Golfe funciona, mas não de maneira integral. Aberto para o público desde outubro de 2016, o espaço não possui nenhuma competição oficial prevista para este ano. Além disso, projetos de estímulo e desenvolvimento do esporte, bem como aulas para crianças, não foram de fato consumados.

Linha 4

Grande legado de mobilidade do Rio de Janeiro, a Linha 4 liga Ipanema até a Barra da Tijuca. Foram quase 30 anos de espera até o projeto finalmente sair do papel na véspera dos jogos, e com atendimento apenas para o público olímpico. Em setembro de 2016 foi entregue para a população.

Ao todo o projeto contava com seis estações. Entretanto, apenas cinco foram entregues: Jardim Oceânico, São Conrado, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz. A estação da Gávea, a sexta, está com 42% dos serviços de escavação concluídos e com previsão de inauguração para o fim de 2018.

BRTs e VLT

Interrompida para a Olimpíada, a construção do último corredor do projeto do BRT, a Transbrasil, está parado desde agosto do ano passado. A prefeitura da cidade diz estudar uma maneira de retomar as obras. A segunda opção de rota do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), por sua vez, começou a circular com um atraso de cinco meses.

 

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