Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Após eventos-teste com problemas, Rio-2016 vê necessidade de ajustes

Comitê reconhece que precisa de melhorias em metade dos eventos

MARCIO DOLZAN, Estadão Conteúdo

16 de outubro de 2015 | 13h25

O Comitê Rio-2016 apresentou nesta sexta-feira um balanço dos primeiros 12 eventos-teste realizados visando a Olimpíada do próximo ano e reconheceu a necessidade de ajustes em pelo menos metade deles. A entidade também avaliou que precisará repensar o trabalho que ficará a cargo dos voluntários.

O comitê considerou que houve problemas nas provas de maratona aquática, ciclismo de estrada e BMX, triatlo, canoagem e vela. As mudanças vão desde as condições das áreas de disputa até aspectos de tomada de decisão por parte dos organizadores.

"Na maratona aquática a gente aprendeu que há a necessidade de uma área fixa para os atletas e melhorar os pontos de alimentação, além de melhorar a fixação de elementos físicos na área de competição", pontuou Mario Andrada, diretor de comunicação do Comitê Rio-2016. "Também demoramos muito tempo para reagir. O mar estava muito revolto e levamos quase 25 minutos para colocar a prova em ordem."

Nas provas de triatlo e ciclismo de estrada, o comitê confirmou que está negociando com os governos municipal e estadual para repavimentar algumas ruas. Durante o evento-teste de ciclismo, alguns pontos do percurso foram criticados pelos atletas devido ao estado irregular das vias.

Evento-teste que trouxe mais transtornos até o momento - com prova adiada por pressão dos atletas e depois encurtada devido ao mau tempo -, o ciclismo BMX vai ter mudanças mais visíveis. A pista, localizada no Complexo Esportivo de Deodoro, sofrerá novos ajustes e terá de ser novamente homologada pela federação internacional da modalidade.

Canoagem de velocidade, disputada na Lagoa Rodrigo de Freitas, e vela, na Baía de Guanabara, precisam de ajustes em função de questões ambientais. "Na canoagem temos que agir melhor em comparação ao evento, principalmente no recolhimento de algas na lagoa", destacou Andrada. "Na vela a gente criou mais uma raia, que foi testada e aprovada. Precisamos ter flexibilidade de raias na baía para o caso de alguma das raias ficar especialmente afetada por lixo ou efeito natural."

Sobre o trabalho dos voluntários - 3.128 atuaram nos primeiros 12 eventos -, o comitê afirmou que irá aumentar o revezamento na execução de tarefas. "Em Deodoro, em especial, houve um aspecto bem sensível de um mesmo voluntário ficar o dia inteiro na mesma função, em alguns casos debaixo de muito calor", exemplificou Andrada.

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