Miriam Jeske/ COB
Miriam Jeske/ COB

Após falso positivo em teste de covid, Pepê Gonçalves, enfim, embarca para Tóquio

Atleta da canoagem deveria ter viajado com Ana Sátila, mas teve erro em teste feito quatro dias antes de embarcar e teve de esperar

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2021 | 19h59

Pepê Gonçalves finalmente conseguiu entrar em um avião com destino ao Japão. O atleta da canoagem slalom foi impedido de viajar no último domingo, 4, por conta de um resultado positivo em um dos três testes de covid-19 exigidos pelo COI, Comitê Olímpico Internacional. No entanto, houve um erro na testagem feita quatro dias antes do embarque.

Apesar do equívoco, Pepê não pôde ir à Tóquio com sua companheira de canoagem, Ana Sátila,  o que deixou o atleta apreensivo. "Na hora já passou um filme na minha cabeça, de cinco anos de preparação, um sonho de criança. Uma quarentena nesse período seria muito severo para a preparação", disse.

Após o teste positivo, o atleta fez outro exame no mesmo laboratório. Como o resultado deu negativo, foi decidido que os dois exames seriam refeitos. Felizmente para o brasileiro, ambos deram negativo. Porém o protocolo de saúde dos Jogos é extremamente rígido, levando exatamente uma semana para que o brasileiro fosse liberado para sair do país. "Foi um erro, um erro que não pode acontecer, mas o que me importa é que esse pesadelo acabou", compartilhou Pepê nas redes sociais.

Um dos destaques do Brasil na canoagem, o canoísta de 28 anos é uma das grandes esperanças de medalha nos Jogos Olímpicos de Tóquio. No Rio 2016, ele ficou com a sexta colocação na categoria K1, na qual há apenas uma pessoa no caiaque. Três anos depois, conquistou duas medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019. Em 2020, o atleta se tornou o primeiro brasileiro a ganhar uma medalha em provas olímpicas na Copa do Mundo de Canoagem ao garantir o bronze no K1 em disputa realizada na Eslovênia. 

Um fato interessante da equipe de canoagem brasileira convocada para Tóquio é que 100% dos atletas vêm de clubes formadores. Pepê, por exemplo, iniciou sua formação esportiva na Associação Pirajuense de Esportes Olímpicos, onde ainda treina. O time de velocidade é formado por Isaquias Queiroz e Jacky Godmann, do Flamengo, e Vagner Souta, do Clube de Regatas de Cascavel. Ana Sátila, do Instituto Meninos do Lago de Foz do Iguaçu, no Paraná, é a outra integrante do Slalom que busca o ouro na modalidade junto com Pepê.

A previsão é que o canoísta chegue ao Japão na próxima terça-feira, onde encontrará parte da delegação brasileira que representará o país na Olimpíada.

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