Daniel Teixeira/ Estadão
Daniel Teixeira/ Estadão

Após levar bronze na maratona aquática, Poliana Okimoto vibra: 'Eu merecia muito'

'Construí essa medalha a cada dia, cada treino meu'

Demétrio Vecchioli e Paulo Favero, Estadão Conteúdo

15 de agosto de 2016 | 13h01

Das 26 nadadoras que largaram para a prova feminina de maratona aquática dos Jogos Olímpicos do Rio, Poliana Okimoto, aos 33 anos, era a segunda mais velha. Entre as dez primeiras, a única que tinha mais de 30 anos. A idade, porém, jogou ao lado da brasileira, que usou sua experiência para chegar ao momento mais importante da carreira na melhor condição física possível, segundo ela própria.

"Não é mais igual eu tinha 20 anos e fazia loucura (no treino). Consegui graças ao meu preparador físico, nutricionista, meu técnico, psicóloga, todos esses profissionais me ajudaram muito a crescer, melhorar a cada treino. Cada dia eu estava melhor. Falei: 'Vai dar, vai dar' e cheguei na hora certa, muito bem, na melhor forma física possível que eu poderia estar era hoje", comentou ela, já com o bronze no peito.

A medalha consagra uma nadadora que, em Londres, há quatro anos, viveu sua maior frustração, precisando deixar a prova olímpica em uma cadeira de rodas, depois de sofrer hipertensão. Apesar da idade avançada, não desistiu. "Os treinos que eu fiz foram inacreditáveis. Minha preparação foi muito boa. Construí essa medalha a cada dia, cada treino meu. Quem consegue me acompanhar sabe que eu estava em progressão, mesmo com 33 anos", contou, relatando que chegou a treinar 100 quilômetros em uma semana.

No melhor momento da carreira, Poliana não se importou em parecer modesta. "Eu merecia muito. Mereci muito porque lutei muito para estar aqui, lutei muito por essa medalha. Não mudaria em nada a prova que eu fiz hoje. Sem pressão, sem precisar mostrar resultado nenhum. Estava leve, queria fazer por mim e por quem me ajudou. É a concretização de um sonho, um sonho antigo, que muitas vezes ficou perdido, mas hoje ele voltou, voltou com tudo, e hoje está concretizado", disse a brasileira, que herdou a medalha de bronze após a francesa Aurélie Muller receber uma punição.

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