Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

Após morte de oficial da Olimpíada, Maré segue com policiamento reforçado

Na quarta-feira, equipe da Força Nacional foi atacada na região

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2016 | 11h45

Depois da megaoperação da última quinta-feira, o Complexo da Maré segue com policiamento reforçado nesta sexta. A Polícia Militar informou que não há operação em andamento. O Ministério da Justiça, procurado desde cedo pela reportagem, não respondeu se a Força Nacional está nas comunidades do conjunto. Na tarde de quarta-feira, uma equipe da FNS foi atacada por traficantes no complexo. O soldado Hélio Andrade, de 35 anos, foi baleado na testa, e morreu na última noite.

Quinta-feira, com o apoio do Exército, 200 agentes de segurança, entre integrantes do Comando de Operações Táticas da Polícia Federal (unidade de operações especiais e Contra-Terrorismo), do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio e da força de elite da Força Nacional de Segurança ocuparam a Vila do João, na Maré, de madrugada. Foi lá o ataque a tiros à FNS.

Eles buscaram os dois autores dos tiros já identificados e os três homens apontados como chefes do tráfico: Thiago da Silva Folly, o TH, Alexandre Ramos do Nascimento, o Pescador, e Paulo Sergio Medeiros da Cunha, o Paulinho PL. O Disque-Denúncia oferece uma recompensa de R$ 2 mil por informações que levem à prisão deles. Foram utilizados blindados e helicópteros.

Ninguém foi preso. Foram recuperados quatro carros e uma pistola de ar comprimido e apreendidos munições, 158 papelotes de maconha, que seriam vendidos a R$ 100 cada; 301 sacolés de cocaína que custariam R$ 5 e R$ 10; 80 sacolés e 580 pinos de cocaína de R$ 50 cada; 40 trouxinhas de maconha.

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