Reprodução| Internet
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Após morte de onça, Rio-2016 diz que errou e pede desculpas

'Erramos ao permitir que a tocha olímpica, símbolo da paz, fosse exibida ao lado de um animal selvagem acorrentado'

Estadão Conteúdo

21 de junho de 2016 | 17h17

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016 usou as redes sociais na tarde desta terça-feira para repercutir a morte de uma onça-pintada que foi utilizada durante a passagem da tocha olímpica por Manaus, na segunda-feira. O animal silvestre foi abatido após fugir e tentar atacar uma pessoa.

"Erramos ao permitir que a tocha olímpica, símbolo da paz e da união entre povos, fosse exibida ao lado de um animal selvagem acorrentado. Essa cena contraria nossas crenças e valores. Estamos muito tristes com o desfecho que se deu após a passagem da tocha. Garantimos que não veremos mais situações assim nos Jogos Rio-2016", disse o comitê em uma série de postagens no Twitter.

Na segunda-feira, a tocha olímpica visitou o Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus. Em determinado momento do revezamento, os condutores pousaram ao lado de duas onças-pintadas, mascotes da corporação. Ambas estavam acorrentadas.

Após o fim do evento, uma das onças que participou da cerimônia, Juma, fugiu e foi abatida com tiro de pistola. "Uma equipe de militares composta de veterinários especializados no trato com o animal foi ao seu encontro para resgatá-la. O procedimento de captura foi realizado com disparo de tranquilizantes. O animal, mesmo atingido, deslocou-se na direção de um militar que estava no local. Como procedimento de segurança, visando a proteger a integridade física do militar e da equipe de tratadores, foi realizado um tiro de pistola no animal, que veio a falecer", disse o Comando Militar da Amazônia (CMA), em nota.

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