Após novos casos de doping, governo russo diz que não é responsável por atletas

Se o relatório independente da Agência Mundial Antidoping (Wada) que culminou com a dura punição ao atletismo russo envolveu diretamente o governo de Moscou, agora o Kremlin quer se desassociar do novo escândalo de doping que atinge o País. Após novos casos positivos para Meldonium, o ministro do Esporte, Vitaly Mutko, tirou o corpo fora e jogou toda a culpa nos atletas.

Estadão Conteúdo

17 de março de 2016 | 17h27

Questionado sobre a notícia do doping da nadadora Yulia Efimova, confirmado nesta quinta-feira, Mutko disse que ninguém deve explicar nada a ninguém. "É só a atleta que deve explicações", alegou. "Cada caso é individual, cada atleta tem o direito de escolher sua versão da defesa", disse. O principal dirigente esportivo da Rússia ainda lembrou que Efimova "mora nos Estados Unidos e treina com atletas norte-americanas".

Os resultados adversos para Meldonium têm sido regulares nas ex-repúblicas soviéticas, especialmente na Rússia. Nesta quarta, além do caso de Efimova, também foi noticiado pela TASS, agência de notícias russa, o doping de Nadezhda Sergeyeva, atleta do bobsled. Antes, também esportistas de alto rendimento da patinação em velocidade, da patinação artística, do ciclismo, do biatlo e do vôlei, além da tenista Maria Sharapova testaram positivo.

O Meldonium, também conhecido como Mildronato, é uma substância produzida na Letônia para melhorar fluxo sanguíneo. Comum em países do leste da Europa e que fizeram parte da União Soviética, entrou na lista de substâncias proibidas pela Agência Mundial Antidoping (Wada), em 1.º de janeiro. Na semana passada, a Wada afirmou que já tinha 99 testes positivos neste ano para Meldonium.

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