Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

Após prisão, COI afirma que vai cooperar com Justiça

Entidade alerta que ele é "inocente até que se prove o contrário"

Jamil Chade, enviado especial ao Rio, O Estado de S.Paulo

17 Agosto 2016 | 12h23

O Comitê Olímpico Internacional anuncia que vai "cooperar totalmente" com a Justiça do Rio de Janeiro, depois que um de seus dirigentes mais influentes, Pat Hickey, foi preso na manhã desta quarta no Brasil, sob suspeita de associação criminosa e cambismo, além de marketing de emboscada. Mas alerta que seu dirigente é "inocente até que se prove o contrário".

Numa tentativa de abafar a crise, o Comitê Rio-2016 garantiu que o escândalo "não vai manchar os Jogos".

"Ainda estamos tentando estabelecer os fatos", disse Mark Adams, porta-voz do COI. "Vamos cooperar totalmente com a polícia e vamos esperar para ver as alegações", indicou. A entidade também deixou claro que "tem plena confiança no sistema judicial do Brasil".

Diante de imagens divulgadas de Hickey em roupão, o COI não disfarçava o constrangimento. "Seguimos a Justiça no Brasil e respeitamos. Mas ele é inocente até que se prove o contrário", insistiu. Adams acredita que cabe ao Comitê Olímpico da Irlanda pagar pelos custos de advogados.  Os irlandeses já teriam iniciado uma investigação. Mas uma disputa entre o governo de Dublin e a entidade tem impedido que o processo avance.

COPA

Mario Andrada, diretor de Comunicação da Rio-2016, insistiu que os organizadores do evento não queriam que os Jogos repetissem o escândalo da Copa do Mundo de futebol de 2014, quando outra prisão também ocorreu. "Estamos dando informações para a polícia desde o começo. Todos viram o que ocorreu na Copa e nao queríamos nada igual", disse.

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