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Após reunião, Paes afirma que Rio será 'a cidade mais segura do mundo'

Prefeito dá declaração em intervalo de reunião no Comitê do Rio-2016

O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2016 | 18h39

Um dia após um atentado terrorista matar mais de 70 pessoas na França, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), afirmou que durante a Olimpíada o Rio será "a cidade mais segura do mundo". A afirmação foi feita aos jornalistas no intervalo de uma reunião na sede do Comitê Organizador da Rio-2016 em que Paes esteve com o presidente do Comitê, Carlos Arthur Nuzman, o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, e autoridades públicas das áreas de segurança e transporte.

Segundo Paes, a reunião não foi marcada em razão do atentado - ela estava prevista há duas semanas - e não houve nenhuma discussão especial sobre segurança. "Segurança e mobilidade são as questões mais importantes para nós, mas não mudamos nada em função do atentado de ontem", disse o prefeito. "Se os responsáveis pela segurança determinarem alguma alteração, ela será feita".

A declaração de Paes nesta sexta contrasta com a resposta concedida em entrevista ao canal de TV norte-americano CNN, no início do mês de julho. À ocasião, o político afirmara que o trabalho de segurança pública do Rio estava em "um momento horrível". O prefeito ainda declarou que "esse é o assunto mais sério do Rio, e o Estado está fazendo um trabalho terrível, horrível. O governo está falhando completamente em seu trabalho de polícia, em tomar conta da segurança pública". 

Poucos dias depois, Eduardo Paes recuou e disse que foi mal interpretado. Ele ainda anunciou que sua "atuação como comentarista de segurança pública já se encerrou". As palavras também não foram bem recebidas pelos auxiliares de Michel Temer, presidente em exercício do País e um líderes do partido de Paes, o PMDB. De acordo com pessoas próximas, as críticas foram "como um tiro no próprio peito". 

Em outra entrevista, uma semana depois, ao jornal britânico The Guardian, Paes voltou a criticar o contexto atual em que a Olimpíada será realizada. Segundo ele, "esta é uma oportunidade perdida". E ainda completou ao expor que "nós (brasileiros) não estamos apresentando a nós mesmos. Com todas estas crises econômicas e políticas, com todos esses escândalos, não é o melhor momento para estar nos olhos do mundo. Isto é ruim". 

Apesar dos prejuízos financeiros sofridos pela cidade-sede dos Jogos Olímpicos deste ano, ele entende que a população mais pobre não foi ignorada pelos investimentos no Rio de Janeiro.

Com informações de Fabrio Grellet, Marcio Dolzan e Erich Decat. 

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