Carlos Osorio| AP
Carlos Osorio| AP

Após terceira derrota, Barbosa diz que seleção brasileira de basquete é irregular

Treinador admite ser muito difícil a classificação à próxima fase

Demétrio Vecchioli, enviado especial ao Rio, Estadão Conteúdo

09 de agosto de 2016 | 18h26

Três jogos e três derrotas. A seleção brasileira feminina de basquete até agora não conseguiu mostrar a que veio para os Jogos Olímpicos do Rio. Até jogou bem o primeiro tempo contra a forte Austrália, na estreia, e dominou a partida contra a Bielo-Rússia, nesta terça-feira, mas nada que minimize o fracasso.

"A realidade é que é um time irregular. Essa estabilidade, já virou clichê, é falta de competição internacional. Falta de jogo, de um intercâmbio. A Joice não jogava pela seleção desde a Olimpíada de Londres. A Palmira não jogava desde 2010. Esse foi o grande problema. Não ter tido uma regularidade, uma sequência", avalia o técnico Antonio Carlos Barbosa.

Ele assumiu a equipe no fim do ano passado, depois de Luiz Zanon deixar o cargo para tratar uma doença, e encerrou o trabalho de renovação que vinha sendo feito. Entre as jogadoras que trouxe de volta estão exatamente Joice e Palmira. "Convoquei a Palmira e não as outras porque as outras são piores, simples", justificou o treinador, que deixou de fora da convocação alas com mais rodagem nos últimos anos.

Ainda sem vencer, o Brasil só tem uma possibilidade de seguir vivo na Olimpíada: vencer a França, nesta quinta-feira, e a Turquia, no sábado. O time francês, prata em Londres, é favorito. "Tem que dar para ganhar, mas precisa ganhar. Precisa mostrar na quadra", disse Barbosa, sem querer jogar a toalha.

As jogadoras que falaram com a imprensa na zona mista também negaram que o Brasil já esteja eliminado e dizem que continuam sonhando. Damiris, porém, passou chorando e não deu entrevistas. Érika sequer respondeu aos pedidos para falar com a imprensa. Foi direto para o vestiário.

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