Eugene Hoshiko/ AP
Eugene Hoshiko/ AP

Associação médica japonesa pede Jogos Olímpicos sem público

Dez departamentos do Japão, incluindo Tóquio, encontram-se atualmente em estado de emergência pelo aumento do número de casos de covid-19

AFP, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2021 | 08h27

Uma associação médica japonesa pediu, nesta quinta-feira, que os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 sejam realizados a portas fechadas, devido ao agravamento da pandemia de coronavírus, enquanto outra organização solicitou o cancelamento do evento para evitar uma potencial "catástrofe".

Dez departamentos japoneses, incluindo Tóquio, encontram-se atualmente em estado de emergência pelo aumento do número de casos. Esta medida será renovada na sexta-feira pelo governo.

Várias pesquisas feitas nos últimos meses mostram que a maioria da população se opõe à realização dos Jogos Olímpicos (23 de julho a 8 de agosto), embora seus organizadores garantam que serão realizados de forma segura.

A Associação Médica de Tóquio, que conta com mais de 20.000 membros, não pediu seu cancelamento, mas seu presidente Haruo Ozaki estimou que "organizar os Jogos sem espectadores seria o mínimo, levando-se em consideração a situação atual".

A organização de Tóquio-2020 já anunciou a proibição para espectadores estrangeiros, pela primeira vez na história olímpica. A decisão sobre a entrada dos moradores será feita em junho.

Ozaki pediu ao governo japonês que tome imediatamente medidas mais rígidas contra o coronavírus, alertando que é "a última chance" de controlar os contágios antes dos Jogos.

Naoto Ueyama, presidente de um pequeno sindicato de médicos japoneses, pediu o cancelamento dos Jogos, considerando "perigoso" trazer milhares de atletas, técnicos e jornalistas. 

"Inicialmente, os Jogos Olímpicos de Tóquio foram chamados de Jogos de Reconstrução, após o terremoto e tsunami de 2011, mas eles podem gerar outra catástrofe", acrescentou.  Seu sindicato representa apenas 130 médicos de todo Japão.

Outras organizações médicas no país, entre elas uma que conta com 6.000 médicos em Tóquio, pediram neste mês o cancelamento dos Jogos.

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