Ativista pede à China que respeite direitos humanos

Yu Zhang disse que a liberdade de expressão na China passa pelo 'pior momento desde os massacres de 1989'

EFE

11 de julho de 2008 | 13h44

O ativista chinês Yu Zhang pediu aos Governos internacionais que continuem pressionando o Governo chinês para que este cumpra as promessas de respeito aos direitos humanos por ocasião dos Jogos Olímpicos de Pequim.  O pedido foi feito na cidade espanhola de Valência durante o lançamento da campanha da Anistia Internacional (AI) criada para denunciar a "falta de respeito aos direitos fundamentais dos cidadãos".  Zhang disse que a liberdade de expressão na China passa pelo "pior momento desde os massacres de 1989" e citou o exemplo da "forte repressão aos manifestantes" que aproveitam a visibilidade que o país ganhou com os Jogos Olímpicos para fazer protestos.  O ativista lembrou que até o início da década os chineses tinham certa liberdade para navegar pela rede mundial de computadores. Entretanto, há cerca de oito anos o Governo criou "a chamada Polícia da internet, que se encarregou de denunciar e prender usuários".  Além disso, Zhang lembrou que, desde 2001, 83 escritores e jornalistas já foram presos e 41 deles ainda não foram libertados. Cerca de 75% dos detidos foram acusados de crimes relacionados à internet, como escrever artigos de humor.  

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