Ativistas não querem líderes na abertura da Olimpíada de Pequim

O presidente norte-americano GeorgeW. Bush e outros líderes deveriam ficar fora da cerimônia deabertura dos Jogos Olímpicos de Pequim a não ser que a Chinafaça mais para parar o derramamento de sangue na região deDarfur, no Sudão, disseram ativistas nesta quinta-feira. O Umbrella Group das organizações de Darfur disse não estardefendendo que países, atletas, e patrocinadores corporativosboicotassem os Jogos Olímpicos em agosto, mas afirmou que oslaços próximos entre a China e o Sudão cortaram o espírito dacerimônia de abertura. "Não deveria ser permitido que Pequim se aqueça no brilhoconfortável da paz e da irmandade associado com a abertura dosjogos se a China ainda assina atrocidades em Darfur e ainda nãofez o que deveria para trazer paz e segurança ao Sudão", disseo grupo em um comunicado de Washington. "Pedimos aos líderes mundiais que não participem dacerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim", disse ocomunicado. O grupo prometeu continuar seu pedido por um boicote dacerimônia até que o Sudão aceite a organização de uma força depaz híbrida composta pela Organização das Nações Unidas (ONU) epela União Africana em Darfur. Somente 9.000 das 26.000 tropas internacionais planejadasforam organizadas em Darfur. Governos ocidentais culpamKhartoum pelo atraso na aprovação da composição das forças epela criação de outros obstáculos. O apoio diplomático e econômico da China para o Sudãolevaram Khartoum a dificultar o processo para os pacificadores,disseram os ativistas. "Como principal parceiro econômico, maior fornecedormilitar, e maior aliado diplomático, Pequim está em uma posiçãoincomparável para persuadir o Sudão para mudar seucomportamento", diz o comunicado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.