Ativistas planejam protesto contra tocha olímpica na Argentina

Buenos Aires será a única cidade da América Latina a receber o artefato e terá brasileiros no revezamento

REUTERS

08 de abril de 2008 | 11h06

Um grupo de defesa dos direitos humanos anunciou que fará um protesto contra a China, quando a tocha olímpica passar na sexta-feira por Buenos Aires, a única cidade latino-americana que receberá o símbolo dos Jogos Olímpicos de Pequim. Veja também: COI admite possibilidade de mudar o percurso da tocha São Francisco recebe a tocha e estuda mudanças por seguranças Sarkozy: ida à Pequim depende da China e do dalai lama Protestos em Paris cancelaram revezamento Entenda o conflito entre Tibete e China O trajeto completo do revezamento da tocha pelo mundoO protesto será pacífico e não terá a intenção de boicotar os Jogos, que começarão no dia 8 de agosto, disse Axel Borgia, o porta-voz do Movimento do Revezamento Mundial da Tocha dos Direitos Humanos na Argentina. "Nosso objetivo é evidenciar a contradição de que os Jogos Olímpicos possam coexistir com os crimes contra os direitos humanos na China", disse Borgia à agência estatal de notícias Telam. A idéia é "mostrar, de forma pacífica e civilizada essa enorme contradição que ofende o espírito da competição", acrescentou. O porta-voz destacou que ainda não foi definida a forma do protesto, mas diz crer que será feita com "cartazes, bandeiras, gritos de guerra e camisetas com legendas alusivas à violência no Tibet e à exigência do respeito aos direitos dos cidadãos na China". A Telam também citou o secretário-geral do governo da cidade de Buenos Aires, Marcos Pena, que destacou que não sabia de nenhum protesto ou manifestação contra a China. Fontes da embaixada chinesa em Buenos Aires destacaram que estão em alerta a possíveis manifestações e destacaram que, se acontecerem, não acreditam que terão o mesmo alcance dos protestos em Londres e Paris. No domingo, ativistas londrinos tentaram apagar a tocha e tirá-la durante o revezamento, permeado por confrontos entre os manifestantes e a polícia. Na segunda-feira, Paris enfrentou situação parecida. manifestantes pró-Tibet não só tentaram interromper o caminho da tocha, como fizeram com que fosse apagada duas vezes. Ainda na segunda-feira, três ativistas defensores da liberdade do Tibet escalaram a ponte Golden Gate, em São Francisco, e penduraram faixas contra a chegada da tocha Olímpica à cidade, programada para quarta-feira.

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