Renan Telöken Stein/Divulgação<br>
Renan Telöken Stein/Divulgação

Atleta de esgrima pede doações para competir em torneios na Europa

Giulia Gasparin quer treinar em janeiro na Hungria e disputar dois campeonatos, um satélite na Turquia e a Copa do Mundo na Grécia

PAULO FAVERO, O Estado de S. Paulo

14 de novembro de 2014 | 07h02

Para manter vivo o sonho de disputar os Jogos Olímpicos de 2016, a esgrimista Giulia Gasparin resolveu pedir pela internet doações para que possa ir treinar em janeiro na Hungria e disputar dois torneios, um satélite na Turquia, e uma Copa do Mundo na Grécia. Além de se aprimorar, ela pode ganhar preciosos pontos no ranking e, assim, ficar mais perto da competição no Rio. "Esse projeto surgiu porque estava precisando participar de um campeonato para buscar resultados", conta.

O único recurso que a atleta tem é o bolsa-atleta de R$ 1.850. Com isso ela paga o aluguel, comida e despesas básicas para viver em Porto Alegre, para onde decidiu ir para ficar mais perto do técnico cubano Juan Velásquez, que está na Sogipa. A curitibana deixou a família para trás e apostou tudo na mudança. "Vim sozinha. Em Curitiba, na minha arma, não tinha com quem treinar. Quero ir para Olimpíada, quero uma coisa maior, e precisava mudar de cidade." Ela tem 23 anos e luta com o sabre.

Para tentar fazer o intercâmbio na Europa, ela precisa arrecadar US$ 4 mil, cerca de R$ 10.400. Já tinha conseguido 15% do total até a data de publicação desta matéria graças às doações de amigos e conhecidos. Em contrapartida, oferece cartões postais, lembranças dos países pelos quais passar e outras coisas, de acordo com a quantia de contribuição dada. Se alguma empresa der uma quantia superior a US$ 1 mil por exemplo, ela promete estampar a logomarca em seus uniformes durante a estadia.

Giulia tem mais 48 dias para conseguir o valor total. Ela mostra, para conseguir o dinheiro, a mesma determinação que teve para mergulhar de cabeça em uma modalidade pouco difundida no Brasil. "Eu tinha parado de fazer natação e estava procurando outro esporte. Vi que tinha esgrima no meu colégio, comecei a praticar e me encantei. Aí, fui campeã brasileira juvenil e passei a acreditar mais. Acho que os bons resultados me fizeram levar mais a sério."

Um pouco da história da esgrimista e os pedidos para doações podem ser vistos em um site que usa o sistema de crowdfunding. "Uma amiga me falou desse site, que é direcionado para esportistas. Já tinha feito outra vez um pedido de financiamento em grupo, mas não soubemos fazer direito e falhou", conclui.

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