Mariana Durão/ESTADÃO
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Atleta olímpica trabalha como ambulante no carnaval do Rio para bancar viagem aos EUA

Medalha de prata no Pan de 2015, Ingrid Oliveira é um dos principais nomes dos saltos ornamentais no Brasil

Mariana Durão / RIO, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2020 | 17h05

Um dos principais nomes dos saltos ornamentais no Brasil, a atleta Ingrid Oliveira, 23 anos, está trabalhando como ambulante no carnaval do Rio. Ela e o namorado, o fotógrafo Gabriel Molon, 26 anos, querem juntar dinheiro para visitar a irmã de Ingrid nos Estados Unidos, após a disputa da Copa do Mundo de Saltos Ornamentais, que será realizada em abril, no Japão. O evento serve como Pré-Olímpico para os Jogos de Tóquio.

O Estado encontrou a atleta vendendo cerveja no Barbas, bloco de carnaval tradicional da zona sul carioca no sábado. Enfeitada com glitter cor de rosa, top vermelho e chifrinho de diaba, ela estava acompanhada da sogra e do namorado. Ingrid chamava atenção pelo físico atlético e a tatuagem dos anéis olímpicos na perna esquerda.

“A gente viu que o dólar estava muito caro, aí pensou em uma maneira de ganhar dinheiro rápido. Pensamos em vender cerveja no carnaval, ou vender algo na praia, como milho ou mate. Preciso de mais patrocínios”, disse.

Ingrid ganhou a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de 2015, em Toronto, e participou da Rio-2016. A saltadora foi pivô de uma polêmica durante os Jogos do Rio, por ter se relacionado com o canoísta Pepe Gonçalves na Vila dos Atletas. O episódio entrou nos holofotes porque levou a uma briga entre ela e sua dupla na competição, Giovanna Pedroso. Ela afirma que o caso está superado. "Agora é bola pra frente", disse.

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