Behrouz Mehri / AFP
Behrouz Mehri / AFP

Atletas buscam construir sociedade mais inclusiva na Paralimpíada, diz chefe da delegação japonesa

Miki Matheson espera que forma de pensar sobre pessoas com deficiência mude, com ajuda dos Jogos Paralímpicos

AFP, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2021 | 09h40

O Japão terá um número recorde de atletas (254) nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, que começam nesta terça, com o objetivo não somente de conquistar medalhas de ouro mas também de construir uma sociedade mais inclusiva, segundo Miki Matheson, chefe da delegação japonesa.

"O êxito dos paralímpicos não se resume que os atletas façam boas atuações ou ganhem muitas medalhas", afirmou a ex-esquiadora à agência de notícias AFP, campeã nos Jogos Paralímpicos de Inverno de 1998, em Nagano. "Os paralímpicos não terão êxito se não percebermos que (as pessoas com deficiência) podem sair mais livremente e que as pessoas podem mudar sua forma de pensar graças a eles", completou.

Para Miki Matheson, ainda que o apoio da população aos Jogos tenha sido reforçado pelo recorde de 27 medalhas de ouro do Japão nos Jogos Olímpicos, a missão dos atletas paralímpicos vai além do esporte.

Matheson, que conquistou três ouros e uma prata em Nagano, se tornou paraplégica por causa de um acidente de carro quando estava na universidade. Embora atualmente viva no Canadá, ela está em Tóquio, sua cidade natal, para trabalhar com o time paralímpico japonês.

Segundo a ex-atleta de 48 anos, isso a faz perceber as diferenças de tratamento nos dois países. "Sou tratada como uma pessoa descapacitada quando volto ao Japão. No Canadá, vivo sem que minha deficiência seja notada", compara Matheson, que se locomove por meio de uma cadeira de rodas.

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