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Atletas japoneses deram aula de ginástica em Munique

Japão ganhou 16 das 24 medalhas nos Jogos de 1972

O Estado de S. Paulo

31 de março de 2016 | 07h00

Os japoneses Sawao Kato, Eizo Kenmotsu, Shigeru Kasamatsu, Akinori Nakayama, Mitsuo Tsukahara e Teruichi Okamura formaram a melhor equipe de ginástica da história dos Jogos Olímpicos. Juntos, os atletas somam um arsenal de medalhas que poucos países conseguem reunir: 24 ouros, 10 pratas e 11 bronzes.

Em Munique-1972, estes fantásticos asiáticos ganharam 16 das 24 medalhas em disputa. Toda a delegação japonesa faturou 29 pódios (13 ouros, oito pratas e oito bronzes) e ficou na quinta colocação geral, atrás apenas de União Soviética, Estados Unidos, Alemanha Oriental e Alemanha Ocidental. 

O Japão ratificava na Alemanha o título conquistado na Cidade do México quatro anos antes. Eles voltariam a ser campeões por equipe em Montreal-1976, mas não de forma tão indiscutível e repleta de glamour . Os japoneses foram ouro por equipes na ginástica artística, superando a União Soviética e a Alemanha Oriental. O pódio na disputa individual geral foi todo japonês, com Kato, Kenmotsu e Nakayama.

Kato tornou-se o terceiro atleta a obter bicampeonato no individual geral, igualando-se ao italiano Alberto Braglia (1908 e 1912) e o soviético Viktor Chukarin (1952 e 1956). Kato ainda levou mais duas medalhas de ouro e duas de prata, sendo o maior destaque da equipe japonesa. Seu nome ficou entre os grandes destaques dos Jogos, ao lado do nadador norte-americano Mark Spitz e da ginasta soviética (nascida na Bielo-rússia) Olga Korbut. 

Ouro, prata e bronze também foram dos nipônicos na barra fixa e nas paralelas. No cavalo com alças, o soviético Vikto Klimenko ficou com o primeiro lugar, enquanto o compatriota Mikhail Voronil beliscou a prata nas argolas. Apenas no salto os japoneses não se colocaram entre os três primeiros.

SALTO TSUKAHARA

Além das medalhas, um integrante do time japonês deixou uma herança para as gerações seguintes da ginástica. Mitsuo Tsukahara ficou conhecido também por ter inventado um salto que leva o seu nome.

O movimento foi apresentado pela primeira vez em 1970, durante a disputa do Campeonato Mundial, em Ljubljana, na Eslovênia, durante as provas que definiram os campeões por equipes. Tsukahara executou um salto mortal duplo com um parafuso completo no primeiro salto, que colaborou para a conquista da medalha de ouro pelo Japão. Atualmente, o salto é constantemente feito por homens e mulheres.

 

RECUPERAR HEGEMONIA

Após esta geração vitoriosa, que dominou a ginástica entre 1960 e 1976, superando os poderosos soviéticos, o Japão só obteve a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas-2004. Em Pequim-2008 e Londres-2012, os japoneses ficaram com a prata.

Para a disputa do Rio-2016, a programação dos nipônicos é recuperar a hegemonia. Para isso, conta em seu time com Kohei Uchimura, melhor ginasta da atualidade, apelidado por seus adversários de “robô” e “máquina”, tal a perfeição de seus movimentos.

“Uma medalha de ouro por equipes no Rio é mais importante do que uma individual”, disse o atleta, de 27 anos, ouro no individual geral e no solo em Londres-2012. Uchimura conseguiu um feito bastante difícil, ao ser o camopeão individual nos seis mundiais dos dois últimos ciclos olímpicos.

Em agosto, quem estiver na Arena Olímpica do Rio poderá desfrutar da frieza, classe e precisão dos ginastas japoneses.

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