Toru Hanai/Reuters
Toru Hanai/Reuters

Atletas olímpicas são vetadas no Brasileiro de Luta após irem a Mundial Militar

Medida foi tomada pela Federação Paulista de Luta Olímpica

Demétrio Vecchioli, Estadão Conteúdo

08 Outubro 2016 | 09h25

Representante do Brasil na categoria até 69kg da luta livre feminina nos Jogos Olímpicos do Rio, Gilda Oliveira foi impedida de disputar o Campeonato Brasileiro da modalidade, que começa neste sábado, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Aline Silva, medalhista no Mundial de 2014, e Laís Nunes, outras duas atletas do Sesi-SP na Olimpíada do Rio, também não participarão do principal torneio nacional.

Gilda reclama ter sido vetada pela Federação Paulista de Luta Olímpica (Fepalo), uma vez que não participou do Campeonato Paulista, realizado há duas semanas em Mongaguá, no litoral do Estado. Naqueles mesmos dias, Aline, Laís e Gilda estavam no Campeonato Mundial Militar, disputado na Macedônia. Aline, inclusive, sagrou-se campeã.

"No meu ponto de vista, um atleta que não participa de um Campeonato Estadual para defender o seu país em um Mundial Militar deveria ter a sua vaga de participação no Campeonato Nacional garantida. Após representar o Brasil nos Jogos Olímpicos, é essa a consideração...", reclamou Gilda no Facebook.

O veto partiu da Fepalo, que argumenta que era "dever" dos clubes "no mínimo justificar" a ausência de seus atletas no Paulista, e que o Sesi não fez isso. A entidade alega que sua presidente, Fernanda Peres, comunicou as atletas que o clube delas não as havia inscrito no Paulista.

Outras atletas que participaram do Mundial Militar, como Joice Silva e Susana Santos, ambas do Rio de Janeiro, estão inscritas normalmente no Brasileiro. Não há restrição para que uma federação leve mais de uma atleta por categoria. Mesmo assim, a até 75kg, na qual Aline luta, só tem quatro inscritas. São cinco na até 69kg (de Gilda) e oito na até 58kg, a mais procurada no feminino.

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