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Divulgação/ACNUR
Divulgação/ACNUR

Atletas olímpicos brasileiros ficam frente a frente com refugiados em campanha

Encontro faz parte de ação da ACNUR e busca chamar atenção para a questão do exílio

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de julho de 2021 | 16h46

Grandes atletas olímpicos brasileiros ficaram frente a frente com pessoas que se exilaram no Brasil em busca de uma vida nova como empreendedores. O encontro é uma ação da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), que recentemente anunciou uma parceria com o Comitê Olímpico Internacional (COI) e anunciou a composição do time de 29 refugiados que vai disputar os Jogos de Tóquio

Intitulada "Reflexos", a campanha, que será lançada neste sábado, busca chamar atenção para a questão dos refugiados mostrando a semelhança na trajetória de luta e conquista destas figuras com esportistas renomados. Participam da ação Cristiane Rozeira (atleta de futebol feminino do Santos FC), Daniel Dias (campeão paralímpico de natação), Darlan Romani (recordista sul-americano do arremesso do peso), Hugo Calderano (bicampeão panamericano de tênis de mesa) e Wallace de Souza (campeão olímpico e mundial de vôlei). 

"São pessoas que venceram variadas formas de dificuldade e, com determinação e empenho, seguem atingindo o que almejam em suas vidas", disse Jose Egas, Representante do ACNUR no Brasil. 

As cinco pessoas que conversam com os atletas brasileiros fazem parte da plataforma "Refugiados Empreendedores". Criada durante a pandemia do coronavírus, a rede busca dar visibilidade a empreendimentos realizados por cidadãos em refúgio no País. 

"O resultado deste diálogo sincero e emocionante é contribuir para que todas as demais pessoas sejam solidárias aos refugiados que buscam reconstruir suas vidas com dignidade”, completou. 

O time é para o COI uma mensagem de solidariedade aos 80 milhões de refugiados em todo o mundo. A entidade dá suporte a 55 atletas com status de refugiados reconhecido pela ONU (Organização das Nações Unidas), sendo que 29 deles foram selecionados para competir em Tóquio.

"Sobreviver à guerra, à perseguição e à ansiedade do exílio já as torna pessoas extraordinárias, mas o fato de agora também se destacarem como atletas no cenário mundial me enche de imenso orgulho”, afirmou Filippo Grandi, alto Comissário da ONU para Refugiados.

“Reflexos” pode ser conferido nas redes sociais da ACNUR, dos atletas e refugiados participantes.  Os vídeos das conversas serão divulgados até o dia 12 deste mês. 

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