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Atletas vibram com novo Centro Paralímpico Brasileiro

Previsão é que local comece a receber 15 modalidades em janeiro

PAULO FAVERO, Estadão Conteúdo

10 de setembro de 2015 | 18h36

Com 97% de avanço nas obras, o Centro Paralímpico Brasileiro recebeu visitas ilustres nesta quinta-feira, como medalhistas paralímpicos, mundiais e parapan-americanos, além do governador Geraldo Alckmin e do presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), Sir Philip Craven. "As obras estão no fim e foram quase R$ 300 milhões de investimento", afirmou o governador, sobre o local que os atletas brasileiros farão a aclimatação para os Jogos Paralímpicos.

A expectativa é que em janeiro os atletas de 15 modalidades já possam usufruir do espaço, que conta com alojamento para 280 pessoas, seis piscinas, quadras, laboratórios, refeitório e uma estrutura completa para ajudar o Brasil a ficar entre os cinco mais bem colocados no quadro de medalhas no Rio. "Esse centro é igual, senão melhor, que o da China e o da Coreia do Sul. Está entre os três melhores do mundo. É fantástico", comentou Craven.

O dirigente aprovou as instalações, que contaram com aporte financeiro dos governos federal e estadual. "Eu tinha ouvido falar, mas ainda não conhecia. Quando vim aqui, me surpreendi. É uma das melhores instalações do mundo e acho que vai contribuir para a transformação do esporte paralímpico no Brasil", continuou.

Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro e vice-presidente do IPC, não vê a hora de ter atletas treinando no local. "Claro que para os Jogos de 2016 está muito em cima, mas ele deve ajudar muito para a Paralimpíada de 2020. Será ótimo para as gerações futuras, que terão muito mais estrutura para treinar", lembrou Parsons, citando que é um espaço de alto rendimento e, a princípio, não será usado para formação esportiva. "Aqui faremos a aclimatação para os Jogos do Rio."

No total serão 15 modalidades: atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, esgrima em cadeira de rodas, futebol de 5, futebol de 7, golbol, halterofilismo, judô, natação, rúgbi em cadeira de rodas, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, triatlo e vôlei sentado. O nadador Daniel Dias já espera com ansiedade poder nadar na piscina do complexo. "É uma emoção muito grande estar aqui, é a realização de um sonho. É incrível. No próximo ano, queremos ficar em quinto lugar no quadro de medalhas e isso vai agregar muito", disse.

Quem também festejou a criação do centro foi a velocista Terezinha Guilhermina, que tem três ouros paralímpicos no currículo. "No início, se tivesse tido esse tipo de instalação, minha vida teria sido muito mais fácil. Acho que teria sido mais rápida e chegado mais longe na carreira. Para se ter uma ideia, eu gastava mais de duas horas para chegar na pista onde treinava. O desgaste físico do trajeto era muito grande e o fato da deficiência já dificultava a locomoção em si. Aqui pode-se treinar no mesmo lugar que dorme e se alimenta", contou.

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