Austrália nega entrada de chineses para proteger tocha olímpica

Após incidentes na Grécia, China pediu que Exército Popular fosse o reponsável pela proteção da chama

Efe,

26 de março de 2008 | 04h32

O governo australiano não permitirá a entrada de tropas chinesas no país para proteger a tocha olímpica em sua passagem por Canberra no final de abril, informou nesta quarta-feira, 25, a rádio ABC.   Veja também:  Especial: Olimpíada e política  Conheça os locais das provas da Olimpíada de Pequim Teste seus conhecimentos sobre a história da Olimpíada    Depois dos incidentes protagonizados na segunda-feira passada por ativistas pró-Tibete durante a cerimônia de acendimento da tocha na Grécia, Pequim pediu às autoridades australianas que o Exército Popular de Libertação chinês possa se encarregar de proteger a chama olímpica.   O procurador-geral do Estado, Robert McClelland, disse desconhecer uma solicitação oficial chinesa nesse sentido, mas indicou que "em qualquer caso, a Austrália se encarrega da segurança em seu território".   A comunidade tibetana na Austrália deve realizar um protesto na chegada da tocha, mas afirmou que a manifestação será pacífica, disse seu líder em Canberra, Tsering Deki Tshoko.   O ministro de Relações Exteriores, Stephen Smith, assegurou que a Austrália se opõe a qualquer boicote contra a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos para protestar pelo tratamento que a China está dando ao Tibete.   "Os Jogos são uma oportunidade para pôr a China no ponto de mira e para melhorar o compromisso do país com a comunidade internacional", afirmou.   Canberra manifestou a Pequim sua preocupação com a situação no Tibete, assim como seu convencimento de que o diálogo é a única solução.   O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, um forte aliado da China e que domina o mandarim, deve visitar de 9 a 12 de abril o gigante asiático, maior parceiro comercial da Austrália.   Em sua visita à China, ele deverá se reunir com o presidente Hu Jintao e o premiê Wen Jiabao.

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