Wilton Junior/Estadao
Wilton Junior/Estadao

Austrália reclama de infraestrutura e desiste de entrar na Vila, que faz contratações de emergência

Problemas incluem vasos sanitários quebrados e vazamentos em tubulações

Estadão Conteúdo

24 de julho de 2016 | 11h52

A Vila Olímpica nem foi inaugurada oficialmente e já precisa encarar um enorme problema. A Austrália entrou no prédio reservado a ela, o B23, e decidiu que lá não fica. Em duro comunicado publicado neste domingo em seu site, o Comitê Olímpico Australiano (AOC, na sigla em inglês) reclamou da infraestrutura do local e disse que nenhum atleta do país vai entrar na Vila. Pelos próximos três dias, eles ficarão alojados em outros locais.

"Por causa de uma variedade de problemas na Vila, incluindo gás, eletricidade e encanamento, eu decidi que nenhum membro do Time Australiano vai entrar no nosso prédio. Eu vou reavaliar a situação esta noite", disse, pelo comunicado, a Chefe da Missão Australiana, Kitty Chiller.

De acordo com a Austrália, os problemas incluem vasos sanitários quebrados, vazamentos em tubulações, fiação exposta, escadas escuras sem iluminação instalada e pisos sujos que "precisam de uma limpeza pesada". Ao longo da semana, funcionários da delegação trabalharam "por muitas horas" e não conseguiram sanar todos os problemas.

Argumentando que é apenas uma "porta-voz" do Comitê Organizador, a prefeita de Vila Olímpica, a ex-jogadora de basquete Janeth concedeu entrevista à Rede Globo e, aparentando ainda não entender direito o que está acontecendo, disse que acredita que em dois dias tudo estará resolvido.

A Vila Olímpica abriu este domingo para a entrada de atletas e, segundo a Austrália, os problemas não estão apenas nos apartamentos. "Na área de operações, água cai do teto e cria enormes poças em tornos de cabos e fios".

Ao que parece, a postura da Austrália é só a ponta do iceberg. "Nós não estamos sozinhos. Nossos amigos da Grã-Bretanha, da Nova Zelândia e outras estão experimentando os mesmos problemas em suas acomodações", garantem os australianos.

No sábado à noite, eles fizeram um "teste de stress", ligando vasos sanitários e torneiras de todos os apartamentos ao mesmo tempo. "O sistema falhou", contaram. Água escorreu pela escada e um forte cheiro de gás entrou nos apartamentos.

MEDIDA EMERGENCIAL

Diante das obras inacabadas da Vila dos Atletas, o Comitê Rio-2016 contratou de emergência cerca de 500 funcionários para trabalharem em uma força-tarefa para conseguir resolver os problemas encontrados pelas delegações. Os funcionários começam a trabalhar já neste domingo.

Com essa contratação de emergência, o diretor de comunicação da Rio-16, Mário Andrada, espera que tudo esteja resolvido até o meio da semana.

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