Austrália também pede reavaliação de turnê da tocha olímpica

Presidente do comitê local ressalta que risco de associação política ao evento é muito grande e problemático

EFE

14 de abril de 2008 | 11h57

O presidente do Comitê Olímpico Australiano (AOC, sigla em inglês), John Coates, apoiou a idéia de que se repense a necessidade de um revezamento internacional da tocha olímpica nas próximas edições das Olimpíadas, embora o percurso deste ano não deva ser modificado na sua opinião.Veja também: O trajeto completo do revezamento da tocha pelo mundo  Os protestos e a ligação histórica com os Jogos Olímpicos Tocha olímpica atravessa a Tanzânia sem incidentesCoates criticou a posição de Peter Slipper, membro do Partido Liberal no Parlamento federal, que solicitou que o revezamento da tocha dos Jogos de 2008 pela Austrália seja cancelado por causa dos protestos pró-Tibete em Paris, Londres e San Francisco. "Penso que sempre existe a possibilidade de que um evento internacional seja alterado por manifestantes, e isto aconteceu aqui", declarou Coates durante a apresentação dos uniformes que a delegação australiana usará em Pequim. "Após este revezamento o COI se reunirá com os organizadores dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, para saber o que farão no futuro. Acho que o revezamento será analisado novamente", declarou Coates. "Provavelmente, do meu ponto de vista, o risco é muito grande caso se trate de um revezamento realizado ao redor do mundo", afirmou Coates. De toda forma, Coates se mostrou inflexível ao dizer que a passagem da tocha por Canberra acontecerá no dia 24 de abril. "Parece-me que seria um sinal equivocado para a China e para muitos dos que apóiam este Governo", disse Coates. Os lideres tibetanos locais, disse, garantiram a ele que os protestos realizados durante a passagem da tocha por Canberra serão pacíficos. "Respeitamos o direito a protestar dos tibetanos e de outros grupos. O presidente da organização tibetana nos afirmou que o protesto será pacífico e sem nenhum tipo de violência", concluiu Coates. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.