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Australianos terão preservativos contra o zika na Olimpíada

Comitê Olímpico local distribuirá produto aos atletas

Estadão Conteúdo

16 de maio de 2016 | 09h33

Os atletas australianos que participarão dos Jogos Olímpicos do Rio, marcado para o período entre os dias 5 e 21 de agosto, receberão preservativos que os fabricantes dizem que vai oferecer "quase completa" proteção contra o vírus zika.

O Comitê Olímpico Australiano anunciou nesta segunda-feira a medida sanitária para o evento, em um comunicado. "Essa abordagem foi um senso comum para um problema muito sério que estamos enfrentando no Rio", declarou Kitty Chiller, a chefe da equipe de missão.

O vírus zika, transmitida por mosquitos, é uma epidemia na América Latina e Central, e a Organização Mundial de Saúde declarou um status de emergência de saúde pública de importância global para a doença. Na maioria das pessoas, o zika não chega a ser uma doença grave, mas acredita-se que possa provocar a microcefalia em recém-nascidos.

As empresas Starpharma Holdings e Ansell se juntaram para produzir preservativos que possuem um lubrificante que contêm um agente antiviral que neutraliza vírus que causam infecções sexualmente transmissíveis. A Starpharma disse em um comunicado que esse lubrificante mostrou quase completa proteção antiviral contra o Zika em estudos de laboratório.

Outros países estão tomando precauções antes dos Jogos, incluindo os Estados Unidos, que enviarão a maior delegação para a Olimpíada. O Comitê Olímpico dos Estados Unidos formou um grupo que irá estabelecer as melhores práticas e fornecerá informações para os atletas e outros membros da delegação que viajarem ao Brasil.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA aconselhou recentemente as mulheres grávidas a avaliarem se devem vir ao País para a Olimpíada e aos seus parceiros sexuais a usarem preservativos depois da viagem por um período ou se absterem de sexo durante a gravidez. O órgão também recomendou a todos os viajantes o uso de repelentes.

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