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Auxiliares de Temer veem críticas de Paes como 'tiro no peito'

Prefeito falou mal da segurança feita pelo governo do Estado

Erich Decat, O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2016 | 15h50

As declarações do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), sobre a situação da segurança pública da cidade, a pouco mais de um mês da abertura dos Jogos Olímpicos, foi considerada nesta terça-feira por auxiliares do presidente em exercício, Michel Temer, como uma "desgraça" e um "tiro no próprio peito".

Em entrevista exibida nesta segunda-feira pela rede de TV norte-americana CNN, Eduardo Paes, afirma se referindo à segurança pública, que "esse é o assunto mais sério do Rio, e o Estado está fazendo um trabalho terrível, horrível. O governo está falhando completamente em seu trabalho de polícia, em tomar conta da segurança pública". 

Na manhã de hoje integrantes da equipe de governo integrada por representantes da Casa Civil, Justiça, Defesa e Esportes, se reuniram no Palácio do Planalto para discutir o andamento dos preparativos para os Jogos Olímpicos do Rio. 

Na saída do encontro, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, almirante Ademir Sobrinho, informou que a partir da próxima semana haverá deslocamento de tropas para o Rio de Janeiro. O objetivo é ter até 21 mil homens no dia da abertura dos Jogos. "Atuaremos além daquilo que já estava previsto, no policiamento ostensivo das vias olímpicas, na Transolímpica, na Linha Amarela e vias da zona sul e da zona oeste", disse Sobrinho.

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