Marcio Rodrigues|MPIX|Divulgação
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Baby e David Moura vivem mais um capítulo da corrida olímpica

Judocas buscam pontos no ranking no Grand Slam de Baku

Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

07 de maio de 2016 | 17h00

Os judocas Rafael Silva, o Baby, e David Moura protagonizam uma acirrada disputa pela vaga na categoria dos pesados (+100 kg) nos Jogos Olímpicos do Rio. A história ganha um novo capítulo neste domingo, quando os atletas defenderão o País no Grand Slam de Baku, no Azerbaijão. As lutas preliminares terão início às 3 horas (de Brasília). A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) usará o ranking olímpico como critério de convocação dos representantes, e apenas 186 pontos separam os brasileiros na lista.

"Não tem nada definido ainda, temos mais duas competições pela frente. A expectativa está grande para o Grand Slam de Baku. Depois vou ter um tempo maior para treinar para o Masters", afirma Rafael.

O Grand Slam dará 500 pontos ao primeiro colocado, 300 ao segundo e 200 aos terceiros. Fora do Grand Prix de Almaty, no Casaquistão, os atletas fecharão a corrida olímpica entre os 16 melhores de suas categorias no World Masters, em Guadalajara, de 27 a 29 de maio. "Eu sei que tenho mais duas oportunidades. Em Baku e no World Masters são 1200 pontos em jogo. Tenho de acertar um tiro em uma das duas competições ou nas duas", diz David. 

Rafael Silva, que disputa a 10.ª competição no ano, está em ascensão depois de ficar afastado dos tatames no segundo semestre de 2015 por causa de uma lesão no tendão do músculo peitoral. A conquista de cinco medalhas consecutivas nos dois últimos meses mostra que o judoca recuperou a boa forma física e está determinado a ficar com o posto dos pesados.

Além disso, Baby faturou duas medalhas sobre o compatriota em abril: ouro no Pan-Americano de Judô, em Havana, e bronze no Grand Prix de Samsun, na Turquia. Apesar de estar em desvantagem no momento, David vê a rivalidade como positiva. "Acredito que uma disputa interna como a nossa fortalece muito. Vejo que minha evolução está diretamente relacionada a ter um grande atleta a superar dentro do meu País." Ele reconhece que as derrotas no confronto direto pesam, mas confia que os tropeços não serão determinantes.

David tenta manter a concentração apenas no torneio no Azerbaijão. "Quem conseguir se manter no presente em cada competição levará vantagem. Vou pensar sempre em ganhar a competição, nunca em pontos ou Jogos Olímpicos."

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