AFP Photo/ Mark Ralston
AFP Photo/ Mark Ralston

Basquete do Brasil mantém esperança em vaga e admite torcida para Argentina

Adversário da próxima fase pode ser os Estados Unidos

Ciro Campos, enviado especial ao Rio, Estadão Conteúdo

15 de agosto de 2016 | 17h25

A seleção brasileira masculina de basquete deixou de lado a rivalidade e admitiu nesta segunda-feira que vai torcer para a Argentina. Após bater a Nigéria por 86 a 69 na Arena Carioca 1, a equipe precisa que os argentinos derrotem a Espanha, a partir das 19h, para que avancem às quartas de final dos Jogos do Rio. Se o resultado favorável vier, o time da casa terá de enfrentar o temido time dos Estados Unidos na próxima fase.

Um dos destaques da vitória sobre a Nigéria, o ala-armador Vitor Benite, brincou que nunca será tão fácil apoiar os rivais. "Na situação que estamos, é fácil torcer pela Argentina. Temos que torcer para eles fazerem um grande jogo. Às vezes isso acontece, de mesmo com a rivalidade ser preciso apostar no grande rival", comentou o segundo maior pontuador da partida, com 15 pontos. O cestinha foi Nenê, com 19.

No último sábado, Brasil e Argentina fizeram uma partida histórica, com duas prorrogações e vitória da equipe visitante por 111 a 107. O resultado complicou a situação da equipe da casa, que passou a não depender mais dos próprios resultados.

"Eu acredito. Tudo pode acontecer. O dia ainda não acabou. Vamos esperar", afirmou o pivô Nenê. A seleção fechou a primeira fase com duas vitórias em cinco partidas e só pode passar ao mata-mata com a quarta colocação.

Para o treinador Rubén Magnano, nascido na Argentina, torcer para a equipe é mais fácil. "Na preleção para enfrentar a Nigéria falei aos jogadores que tínhamos duas esperanças. Uma, era vencer. A outra, era esperar. Dentro de algumas horas vamos saber o resultado. Só nos resta aguardar", comentou.

Dentro da própria seleção há jogadores que preferiram não assumir a torcida. O ala-pivô Guilherme Giovannoni, por exemplo, afirmou que pretende apenas esperar o resultado, sem nem ao mesmo acompanhar a partida pela televisão. "Era um grupo muito equilibrado. Sabíamos que seria assim. Agora, vamos ver o que o destino nos reserva", disse.

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